Dois meses não fazem um mandato. Mas dizem muito sobre ele. Dizem sobre o ritmo, sobre as prioridades, sobre a forma de estar e, sobretudo, sobre a ideia de Concelho que se quer construir. Em Câmara de Lobos estes primeiros dois meses de mandato não foram de espera nem de ensaio. Traçamos rumo à afirmação clara de uma dinâmica que assenta em fazer, decidir, aproximar.

O Orçamento Municipal para 2026 é, talvez, o espelho mais fiel dessa opção. Com 34 milhões de euros, não é um orçamento de exuberância nem de anúncios fáceis. É um orçamento de escolhas. A habitação surge como eixo central, com cerca de 7,4 milhões de euros, num Município onde a pressão sobre o acesso à casa é sentida. Não se trata apenas de números, mas de responder a famílias, a jovens que querem ficar, a quem trabalha e sente que o esforço nem sempre chega. A par disso, 16,6 milhões de euros são canalizados para apoio social, proximidade e funcionamento, num sinal claro de que o desenvolvimento não se mede apenas em betão, mas também em coesão.