Cerca de meia centena de profissionais das forças de segurança concentraram-se ontem no Funchal, numa acção de protesto por melhores condições remuneratórias e profissionais.

Miguel Neto, vice-presidente da ASPP, denunciou que, dois anos e meio após a assinatura de um acordo, apenas foi concretizada a valorização do subsídio de risco. "Apenas a parte do subsídio de risco foi cumprida", afirmou, alertando também para a falta de efectivos na PSP.

José Segura, dirigente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), reclamou a actualização da tabela remuneratória da GNR, que data de 2009, e a atribuição do subsídio de insularidade aos profissionais da PSP e da GNR na Madeira. "Já são muitos anos sem ser actualizada", sublinhou.

Telmo Pinto, guarda prisional no Estabelecimento Prisional do Funchal, associou-se à iniciativa, defendendo que os problemas são comuns às várias forças de segurança. "A luta deles é a nossa luta", afirmou, lembrando os 25 anos de reivindicações até à recuperação do subsídio de fixação dos guardas prisionais.

A acção integra uma série de protestos descentralizados, estando também prevista uma manifestação nacional para 29 de Outubro.