A comercialização de banana na Região Autónoma da Madeira diminuiu 15,4% nos primeiros nove meses de 2026, face ao período homólogo, com menos 2.533,5 toneladas colocadas no mercado. Entre Janeiro e Setembro, foram comercializadas 13.958,6 toneladas, contra 16.492,1 toneladas no mesmo período de 2025.
Segundo os dados da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DRA), divulgados hoje pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), a quebra continua a ser justificada essencialmente pelas condições climatéricas desfavoráveis, nomeadamente as intempéries e as temperaturas médias mais baixas registadas em determinados períodos de 2026, com impacto na quantidade e na qualidade da produção comercializada.
Do total de banana comercializada, 79,3% foi expedido, sobretudo para o Continente. Esta proporção fica abaixo dos 82,1% registados nos primeiros nove meses de 2025, reflectindo uma redução de 2,8 pontos percentuais na quota da expedição.
A análise por categorias evidencia uma diminuição de 19,2% na banana extra e de 8,4% na de primeira categoria. Em sentido contrário, a comercialização de banana de segunda categoria aumentou 22,9%.
A banana extra representou 77,6% do total comercializado até Setembro, menos 3,7 pontos percentuais do que no período homólogo, quando correspondia a 81,3%. Os dados apontam, assim, para uma redução do peso da categoria de maior qualidade no conjunto das vendas.
Quebra abranda no 3.º trimestre
Julho foi o mês com maior volume de comercialização, com 2.219,2 toneladas. As maiores quebras homólogas ocorreram em Janeiro e Fevereiro, com recuos de 34,1% e 33,9%, respectivamente. A comercialização registou diminuições em todos os meses analisados.
Apesar da evolução negativa acumulada, os dados do 3.º trimestre mostram um abrandamento da quebra. Entre Julho e Setembro, foram comercializadas 6.095,7 toneladas, menos 8,9% do que no mesmo período de 2025.
A redução trimestral foi, assim, inferior à observada nos dois trimestres anteriores: 25,0% no 1.º trimestre e 15,5% no 2.º trimestre.
Ainda assim, o comportamento registado entre Julho e Setembro não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas desde o início do ano. A comercialização de banana na Madeira mantém-se em terreno negativo, num ano marcado pelas condições meteorológicas desfavoráveis à produção.

