A Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades – Associação Sem Limites questiona, através de um comunicado de imprensa, se o período de crescimento turístico na Região está a evoluir de forma inclusiva ou apenas a aumentar indicadores económicos.
A associação, que reconhece no turismo um pilar essencial do desenvolvimento económico e social da Região Autónoma da Madeira, refere que apesar do discurso público "centrado na qualidade, sustentabilidade e excelência, a realidade no terreno demonstra que a acessibilidade continua a não ser tratada como prioridade estrutural."
"Pessoas com deficiência enfrentam, de forma
recorrente, barreiras no alojamento, nos transportes, nos espaços públicos, na
oferta cultural e nos eventos. Esta realidade é conhecida, repetida e
amplamente sinalizada", evidencia.
A Associação Sem Limites sublinha que o turismo acessível "não é
assistencialismo nem um detalhe secundário. Trata-se de um critério
internacional de competitividade e de um mercado em crescimento na Europa. Um
destino que não assegura acessibilidade limita o seu alcance, reduz a sua
atratividade e compromete a sua reputação externa."
Neste sentido, deixa algumas questões que pretende ver respondidas: "Que medidas concretas estão a ser implementadas para garantir acessibilidade turística? Que investimento estruturado foi realizado nesta
área? Que mecanismos de fiscalização asseguram o
cumprimento da lei? E por que razão quem vive estas dificuldades
diariamente continua a não ser ouvido nos processos de decisão?"
"A inclusão não se constrói com intenções nem com
campanhas pontuais. Constrói-se com planeamento, execução, fiscalização e
escuta efetiva de quem está no terreno", remata.

