O PAN Madeira continua os roteiros de verão, desta feita no concelho de Santana.

Albergando
uma grande parte das atracções naturais e culturais da ilha, desde o Pico Ruivo
às famosas Casinhas de Santana, à Levada dos Balcões à do Caldeirão Verde, o
município dos bragueiros, sede de uma Reserva Mundial da Biosfera, requer que
se faça uma abordagem pensada, cuidada e projetada no tempo afim de maximizar
as suas potencialidades naturais e agrícolas, rentabilizando o possível, protegendo
o necessário, mas sempre homenageando e valorizando o papel das actividades 'da
terra'.
— PAN Madeira

A viagem começou na freguesia de São Jorge, um local com "condições excepcionais para o turismo rural e actividades ligadas ao lazer, jardinagem e natureza".

Apesar de tudo, a actividade económica mantém-se presa nos mesmos eixos à décadas, entre meia dúzia de negócios, não exercendo a devida pressão da competitividade, tornando os negócios actuais estagnados.
— PAN Madeira

Segundo
alguns populares, esses negócios mantêm-se pelos turistas que não têm opção,
não atraindo os madeirenses, ficando assim “confortáveis no tempo”.

Assim, o PAN
Madeira acredita que para esta freguesia e demais, é necessário um programa agressivo
de apoios à fixação de jovens madeirenses e portossantenses, especialmente para
primeira habitação, indo aonde nunca se foi para preservar e criar
oportunidades de negócios joviais, modernos e enquadrados na visão da
sustentabilidade.
— PAN Madeira.

O partido seguiu para São Jorge, "uma freguesia já extensa e com um famoso litoral marcado pela sua praia fluvial junto ao mar, pelas maravilhosas ruínas e pela perigosíssima Vereda do Calhau de São Jorge".

Dinamizar e
crescer onde é possível, mas sem nunca desvirtuar a calma, segurança e paz que
carateriza estes belos locais. Atraindo bastantes turistas e compartindo da
visão dos populares, as ruínas beneficiariam de um trabalho de recuperação e
sinalética, painéis informativos, recomendando, o PAN, a atribuição de uma
licença de exploração para bar/café aproveitando os terrenos planos, vista para
o mar e combatendo, assim, os fechos frequentes do bar da praia".
— PAN Madeira.

Já sobre a Vereda do Calhau, o partido destaca a "perigosidade eminente" que impera e espera que seja estabelecida uma passagem proibida com eventual melhoramento da zona do Guindaste "com um miradouro destacado afim de se poder apreciar o Cais de forma segura".

Em Santana, o PAN ouviu da população que a agricultura é o que carece maior preocupação, assim como o Parque Temático e o êxodo rural.

Com terrenos ricos, abundância de água e clima ameno,
seria de esperar que esta freguesia vivesse uma pujança crescente no sector
agrícola, mas as alterações climáticas e a inação do Governo Regional fizeram
com que as pragas de insectos e doenças se alastrassem de uma forma incrível.
— PAN Madeira.

Desta forma, o partido insta "o executivo a apoiar o estudo e libertação de insectos e
fungos/bactérias auxiliares, utilizadas pelo mundo fora".

O PAN Madeira exorta o Governo e o Município a sair um pouco
da “teia-de-aranha” do “tradicional” e "apetrechar, formar e apoiar a aeroponia".

Apoiamos, sempre, a paisagem
rural, mas isso não pode, nunca, comprometer a sustentabilidade e
desenvolvimento. Desta forma, pensada e gradual, podemos ter mais produção,
menor consumo de água, proteger melhor a paisagem rural e também as nossas
florestas.
— PAN Madeira.

Relativamente ao Parque Temático, o abandono do "espaço é brutal", acrescentando que é um "excelente mostruário da cultura madeirense", por isso o partido defende uma nova gestão e publicidade agressiva, afim de rentabilizar e
dinamizar o espaço, fazendo parcerias com escolas, centros de dia, creches,
dias temáticos com preços e actividades que envolvam os jovens do município,
peças de teatro ao vivo, festivais pagos e mercados diversos afim de dinamizar
a economia local.

Passando pela freguesia da Ilha, "aqui, o principal problema ouvido foi relativo
às acessibilidades e aos parcos apoios à agricultura".

Se por um lado entendemos
as queixas dos fregueses, é a própria orografia e localização da freguesia que
impede melhores acessos. O PAN reconhece o trabalho que tem sido feito nesse
sector e pede novamente que se atente a não desvirtuar os lugares. Já na
agricultura e apoios, preferimos a reestruturação do sector, a introdução e apoio
na conversão para formas mais produtivas e sustentáveis, como a aeroponia, do
que a constante subsidiodependência que o sector assiste.
— PAN Madeira.

Tal como já dito pelo PAN, seria necessário criar miradouros e publicitação através da parceria com “influencers”, a atribuição
de licenças para exploração de negócios acessórios, etc., são ajudas
imprescindíveis ao desenvolvimento da Ilha.

Já no Faial,
freguesia que dá acesso directo ao concelho de Machico, a população queixa-se
que apenas se dá importância à pista de karting e à praia.

No entanto, o centro
da freguesia encontra-se "estagnado e impera pensar em formas de dinamizar e
diversificar a economia local".

Aplaudimos o miradouro do Guindaste e a criação
de um 'Call-center' na freguesia, exemplo daquilo que temos vindo a defender
nos nossos roteiros, servindo eles de catalisadores para o desenvolvimento
económico que pode, com a facilitação e desburocratização de apoios, crescer a
partir desses pontos.
— PAN Madeira.

A terminar, na freguesia de São Roque do Faial, a população reclama da falta de jovens.

Acabamos por estender
todas as nossas sugestões a esta freguesia, não deixando de nos manifestar
contra várias situações que ocorrem no Ribeiro Frio. O pandemónio no trânsito e
estacionamento é inacreditável e carece que uma intervenção imediata, através
de uma plataforma onde seja possível acompanhar, em directo, o movimento de
pessoas. Já o parque de estacionamento idealizado tem mesmo de ser feito, mas o
PAN não concordará, nunca, com o abate de floresta nativa para a sua
construção. Existem opções a montante e jusante, a possibilidade de transferes
a preços simbólicos, podendo, com isso, surgir oportunidades de
empreendedorismo e emprego. Quanto às trutas, parece-nos vergonhoso que se
cobre pelo que la há, quando a maioria dos turistas, os únicos que pagarão,
têm, selvagens e nativos, vários peixes de água doce, pesca desportiva, etc.,
estando mais do que habituados a ver milhares de vezes mais peixes."
— PAN Madeira.

A concluir o partido considera que Santana poder ser um "exemplo perfeito da comunhão entre o Homem e a Natureza".