O Núcleo de Jovens do Bloco de Esquerda Madeira esteve na tarde de ontem, numa acção de limpeza de lixo na Praia Formosa e nas áreas circundantes.

Encontrámos principalmente beatas de cigarros, muitos paus e papéis de
gelado, palhinhas e garrafas de plástico/vidro mas também fraldas de bebé, por
isso é clara a falta baldes de lixo nas estradas de acesso à praia e nas
zonas de estacionamento, uma responsabilidade que entendemos ser da Câmara
Municipal do Funchal."
— Núcleo de Jovens do Bloco de Esquerda Madeira

O Bloco de Esquerda referiu que notou também "falta de algum civismo", pois foram encontradas beatas no chão, algo que é punido por lei: "Entendemos, por isso, que, para além de fiscalização, é necessário haver campanhas de sensibilização que alertem para esse flagelo, bem como para a importância da reciclagem, já que somos uma das regiões do país com a mais baixa taxa de reciclagem, que atinge apenas os 13%."

"Numa altura em que os efeitos das alterações climáticas se fazem sentir com
cada vez mais frequência e intensidade, todas e todos os cidadãos têm um papel
muito importante no contributo que podem dar. Estamos a falar do futuro do
nosso planeta e das espécies que nele habitam, mas também do nosso futuro e
nós, jovens, somos os que irão sofrer mais as
consequências na inacção dos governos, que falam muito, mas
pouco fazem de facto para mudar alguma coisa", refere o comunicado enviado.

No nosso entendimento, isso passa, naturalmente, pela
reciclagem e reutilização de materiais que promovam uma economia circular.
Passa pelo uso consciente da água, pelo combate às perdas de água e ao
desperdício alimentar, pela poupança de energia e pelo uso de transportes
públicos em vez do automóvel privado. Passa também pela aposta em energias
renováveis, aproveitando os telhados das casas e prédios, por exemplo, para a
colocação de painéis solares ou fotovoltaicos
— Núcleo de Jovens do Bloco de Esquerda Madeira

A concluir o núcleo de jovens diz que "já que os fundos do PRODERAM, programa de apoio destinado à agricultura, estão a ser utilizados para fazer arraiais e festas que gera sempre muito lixo, talvez pudessem também ser aplicados em algo mais importante para o futuro do arquipélago da Madeira, onde chove cada vez menos e a temperatura sobe cada vez mais."