O líder regional do PSD-Madeira,
Miguel Albuquerque, apelou, esta manhã, em Machico, à mobilização dos
Trabalhadores Social Democratas (TSD) para o ajudarem a vencer as eleições
regionais do próximo ano.
“Hoje continuamos a ser um partido
hegemónico na Região e temos de continuar a evitar os populismos e os
radicalismos, à esquerda e à direita, sendo certo que a melhor forma de combater
o populismo é garantir que o governo social-democrata, em interacção com todas
as estruturas do partido, continue a trabalhar em harmonia e em estreita ligação”,
disse no encerramento do VIII Congresso dos TSD, vincando que a estratégia até
agora seguida será para reforçar, rumo aos próximos anos e de modo a garantir
os objectivos políticos, o próximo dos quais será vencer as eleições regionais de
2023 e autárquicas de 2025.
Albuquerque lembrou as cinco vitórias
consecutivas alcançadas desde 2019 e realçou a necessidade do partido estar
preparado e mobilizado para este novo ciclo político, “que será muito difícil e
que coloca à Madeira grandes desafios externos, nacionais e regionais”. Na sua
avaliação, há um quadro de bipolarização política na Madeira, em que de um lado
está o PSD e os seus aliados e do outro “a esquerda centralista,
preconceituosa, subserviente a Lisboa, que nunca perdeu os complexos
relativamente ao período em que a Madeira era uma colónia”.
O presidente dos TSD-Madeira,
reeleito na reunião magna de Machico, comprometeu-se em ajudar o PSD a alcançar
os seus objectivos políticos, designadamente no combate às injustiças sociais
que subsistem. O dirigente reconheceu que há desafios a superar no mundo
laboral, como as ameaças de quebra de rendimento da classe média, acusando o PS
de ter transformado Portugal “no país dos salários mínimos”.

