O cabeça-de-lista da coligação PSD/CDS 'Madeira
Primeiro' defendeu, esta quarta-feira, no Porto Moniz, a criação – através de uma Lei Nacional, no
âmbito das alterações à Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa Regional –
de um círculo eleitoral que eleja dois representantes da comunidade madeirense
espalhada pelo Mundo, aberto, precisamente, à votação da Diáspora.
Embora complexa e sensível, do ponto de vista jurídico, esta é uma medida considerada pelo candidato como fundamental no quadro do reconhecimento que a candidatura 'Madeira Primeiro' quer fazer valer a todos os emigrantes, que deverão ter um papel mais activa e representativo nas decisões que venham a ser tomadas com
vista ao futuro da Região.
“A Madeira, tal e qual como a
entendemos, só faz sentido se for encarada desta forma, contando com todos os
Madeirenses que estão cá, mas, também, com todos os que partiram e que,
independentemente do local onde vivem, têm de sentir-se representados na nossa
Assembleia Regional e isso depende da Assembleia da República”, disse, na
ocasião, o cabeça-de-lista, assumindo o compromisso de fazer avançar este
dossiê assim que for eleito para o parlamento nacional.
Sérgio Marques entende
o reforço da representatividade da emigração na Assembleia Legislativa
Regional como “um passo fundamental no reforço da nossa Autonomia – que devemos
fazer valer de forma global – mas, também, como uma medida que vai ao encontro
daquela que é uma ambição expressa, há muito, pelas nossas comunidades”.
“O Governo da República,
infelizmente, tem vindo a demonstrar pouca sensibilidade quanto às nossas
Comunidades, quer no seu acolhimento e integração, quer do ponto de vista das
condições e serviços que lhes são prestados nos países em que vivem ou mesmo
nas ligações que deviam existir ao nosso País e nós, pelo contrário, defendemos
mais valorização, mais aproximação e mais integração e esperamos que, o próximo
Governo a ser eleito a 30 de Janeiro, partilhe desta nossa visão”, rematou.
