A Frente Comum dos
Sindicatos da Administração Pública exigiu hoje a valorização dos salários dos trabalhadores dos serviços públicos e já apresentou
ao Governo uma proposta negocial para discussão, no primeiro semestre deste
ano, da revisão da TRU, da revogação do SIADAP e
substituição por outro sistema de avaliação e de valorização das carreiras.

Num comunicado enviado às redacções,
a Frente repudia a continuidade de
políticas que não valorizam os salários destes trabalhadores e lamenta que não
haja “qualquer aumento salarial desde 2009”, continuando com entraves à “progressão
por via do SIADAP”.

Considera “inadmissível” que em
2021, enquanto as despesas com pessoal apenas aumentem em 4,3% (valor inclui a
remuneração anual de mais 7800 trabalhadores), as despesas com Aquisição de
Bens e Serviços (onde se incluem serviços de consultadoria e outras aquisições
de serviços) vão crescer 9,1% (+1 272 milhões de euros) e os encargos com
Parcerias Público-Privadas ascendem aos 1548 milhões €, dos quais 1218 milhões
dizem respeito a PPP Rodoviárias, onde o investimento dos privados representa
um total global, entre 1998 e 2019 de apenas cerca de 8%.

Apontam como exemplos da
“má-gestão”, em 2020, o facto de o Estado ter gasto com três empresas de
trabalho temporário, 3 milhões de euros para contratação de trabalhadores sem
direitos, meio milhão de euros com duas sociedades de advogados ou 300 mil
euros com uma única empresa de segurança.