Francisco Carvalho dos Santos Afirmou-se que “os madeirenses são um povo superior”.Mas deixando estas expressões tão populistas como ridículas, afinal, quem somos nós. Uma análise objectiva indica claramente que somos uma região essencialmente de serviços. Uma importante maioria da classe trabalhadora ocupa-se da prestação de serviços, muitos deles a estrangeiros. Resulta assim haver uma minoria de estrangeiros, alguns inclusivamente radicados na Ilha, que estão no topo da sociedade em que vivemos. São os que conduzem os melhores automóveis, os mais recentes, os que têm maior poder de compra. Os que frequentam os melhores restaurantes. A enorme maioria de nós, madeirenses, lá vai nos seus carros de 10/15 anos, dia após dia. E o que pensam de nós os estrangeiros que nos visitam? Já ouvi comentários como “um povo de desdentados, de cuspidores em qualquer canto”, o que na realidade é um facto. Mas, na positiva, oiço também comentar a hospitalidade dos locais. Muito embora, infelizmente, facilmente se confunda hospitalidade com servilismo - que também constato ser largamente praticado.
Enfim, quem somos nós? Não basta a lavagem de cérebro e incutir nas pessoas que SOMOS UM POVO SUPERIOR. É preciso também criar as condições para que isso na realidade se concretize.