O Chega-Madeira anunciou que votará contra o Orçamento Regional para 2027 caso o Governo não contemple a aplicação do diferencial fiscal máximo de 30% no IVA. O aviso foi deixado esta manhã por Hugo Nunes, após uma reunião com o secretário regional das Finanças, durante a qual apresentou um conjunto de propostas para diversas áreas.

O representante do Chega considerou a redução do IVA uma prioridade absoluta para aliviar o custo de vida das famílias, defendendo que a medida permitiria baixar os preços dos bens de consumo. “Um orçamento que não contemple esta medida não poderá contar com o Chega”, advertiu, invocando os direitos consagrados na autonomia regional.

Na saúde, o partido propôs a disponibilização de consultas de medicina dentária a tempo inteiro em todos os centros de saúde e a criação de um cheque-saúde para os utentes que aguardem mais de 90 dias por uma resposta do Serviço Regional de Saúde, permitindo o recurso ao sector privado, com financiamento público.

Nos transportes, defendeu a utilização do aeroporto do Porto Santo como alternativa para voos desviados da Madeira, assegurando posteriormente a ligação marítima entre as duas ilhas.

O Chega voltou também a reivindicar uma ligação marítima regular entre a Madeira e o continente, com transporte de passageiros e carga rodada. Caso o Estado não avance com o concurso, entende que o Governo Regional deverá assumir a iniciativa.

Hugo Nunes reconheceu que o secretário das Finanças ouviu as propostas, mas manifestou reservas quanto à sua inclusão no documento, lembrando que o PSD dispõe de maioria parlamentar.