As últimas duas semanas de Setembro foram marcadas por acontecimentos inexplicáveis e inaceitáveis que provam a forma como este governo tem vindo a exercer o seu mandato.
Depois de sucessivos acórdãos do Tribunal Constitucional, declarando inconstitucionais diversos diplomas, alguns persistindo sistematicamente no mesmo erro, eis que somos confrontados com o novo mapa judiciário que isolou ainda mais o interior do país e cuja sua entrada precipitada gerou o caos nos serviços judiciais com perdas de processo, segundo consta, e o colapso do programa informático que sustenta toda a gestão judiciária.
A confusão reina, são apresentadas desculpas mas o certo é que funciona muito mal e lá vai mais despesa para cobrir um conjunto de erros que vão onerar ainda mais o erário público.
Por isso não pode haver baixa de impostos e temos que continuar a suportar toda esta trapalhada.
A colocação de professores foi outro acontecimento nefasto com erros clamorosos de programação que prejudicaram imensos professores e que afectam o funcionamento normal das escolas com prejuízo nítido para alunos e famílias.
Para colmatar mais esta grande trapalhada vai mais despesa e por isso não se pode baixar impostos.
Desculpas apresentadas mas o certo é que ainda estão alunos sem aulas por falta de docentes e professores lesados nos seus legítimos direitos.
Foi entregue ao governo, o documento que pretende rever o código do IRS.
Servirá para alguma coisa? Duvida-se pois talvez não seja possível dar provimento às propostas apresentadas, refira-se as palavras do Primeiro-ministro que clama que o país não está em condições de abrandar a carga fiscal muito por culpa do sistema de pensões em vigor. É sempre a mesma música mas a razão principal reside nas políticas prosseguidas por este governo e que estão reflectidas, após três anos duríssimos de austeridade, no fraco crescimento da economia, anda a passo de caracol, taxas elevadas de desemprego, aumento da divida pública que atinge valores preocupantes e no empobrecimento do país.
Ora com os casos relatados que implicam mais despesa não há orçamento que regista.
Como é vulgo dizer-se, tirem-me deste filme tão gasto pelo número de vezes que é passado.
José Manuel Oliveira