Severino Olim O título desta carta reserva-se a uma figura de estilo bem usual no campo das letras mas, que de retorica nada tem, pelo simples facto, de retratar o estado vergonhoso a que as rotundas da freguesia de Machico chegou. É o caso da rotunda da Pontinha, da rotunda junto à antiga serragem do Joaquim Paulo, bem como, aquela situada no início do sítio do Poço do Gil que se encontram apinhadas de ervas daninhas, facto este intolerável, que leva à despromoção do contributo importante destas pequenas praças rodoviárias para o produto final do cartaz de visita da cidade. Realmente, se o desemprego deixa os cidadãos destroçados, sem brio e perdidos sem níveis de autoestima, o estado a que chegou as nossas rotundas reflete precisamente isso, esse enorme desanimo e a lenta agonia em que caiu a governabilidade em geral pela causa pública regional, mesmo, quando se trata de questões programadas e rotineiras. Nesta ordem, a edilidade machiquense não fica isenta de responsabilidades perante a falta de manutenção destes espaços verdes a seu cargo ou afeta a outro organismo regional. Pois, sendo da sua gestão, a situação enfraquece o sério compromisso dos seus governantes com uma cidade respirável e agradável aos olhos da sua população e de quem nos visita. É nesse âmbito e no espaço reservado à intervenção do munícipe, que deixo o meu contributo aos atuais e aos futuros responsáveis pela CM a fim de ser possível contornar o marasmo que sufoca aquelas praças e outros espaços verde dentro da cidade. Então, com algumas centenas de euros é possível criar programas de emprego por períodos curtos e renováveis, desde que as situações o exigisse para a limpeza das rotundas, para os arranjos dos jardins junto à Câmara e junto ao Estádio Municipal, para reposição das flores nas floreiras vazias frente ao hotel Dom Pedro, para trabalhos de pequenos retoques nas escolas em fase de abertura para mais um ano letivo, para a restauração de sinalética de aviso de aproximação a estes edifícios , para retoque das passadeiras e outros sinais de segurança rodoviária em todas as freguesias, para a remoção de detritos e mato das valetas e bermas das estradas e caminhos municipais, para tarefas de desassoreamento e recuperação da maioria das levadas da freguesia de Machico e das restantes freguesias do município, através de parcerias com o IGA. Enfim, um lote de medidas de políticas de proximidade que levadas à prática vinham mesmo a calhar numa freguesia onde o desemprego é assustador e onde mais de metades dos desempregados já se encontra excluídos de qualquer tipo de apoio social. Uma exclusão de veras preocupante também em Machico e que destrói por completo os sonhos de muitas famílias que se vêm arredadas de qualquer meio capaz de garantir continuidade aos estudos dos filhos. Com a pré-campanha a decorrer para as estas eleições autárquicas, estou em querer que os machiquenses em geral, gostariam de acreditar nos partidos, sobretudo, os do arco da governação local ao assumirem publicamente com seriedade a viabilidade destes pequenos programas que no seu conjunto fazem a grande diferença para quem tudo perdeu e, ao mesmo tempo, dispor da força destes homens e mulheres para a sustentabilidade de uma cidade verde e criativa, tornando Machico mais solidário e amigo incondicional do prazer de cá viver.