Há muitas razões para a descrença e desilusão, mas não deixe de ir votar Caro leitor, de hoje a um mês, vá votar. Há muitas razões para a descrença e desilusão, mas não deixe de ir votar. Não me interessa onde, só é importante que lá vá! Depois à noite, vai poder responder às questões quentes destas eleições ouvindo os resultados: I . Que peso têm os independentes? É um dos aspectos mais interessantes destas eleições. Serão capazes de ter votos suficientes que contrariem as listas exclusivamente partidárias? Tenha especial atenção para os seguintes aspectos particulares: - O Movimento Juntos pelo Povo conseguirá ganhar a Câmara Municipal de Santa Cruz? A sua aposta é forte e há enorme expectativa nesse resultado. - Que peso eleitoral terão as candidaturas “desalinhadas” em São Vicente, no Monte, no Porto Santo ou em Ponta do Sol? Em todas estas autarquias apareceram candidaturas independentes, algumas apoiadas por partidos, mas todas de origem própria. Que resultado terão? II. Quantas Câmaras Municipais perderá o PSD? Para além da de Santa Cruz, haverá outras Câmaras Municipais que deixarão de ser governadas pelo PSD? Aí, tenha especial atenção aos concelhos do Porto Moniz, do Porto Santo, de São Vicente, de Santana e de Santa Cruz. Não fiz qualquer sondagem e nesta data conheço mal alguns estudos e sondagens que foram feitos, mas ponho os meus olhos nestes cinco municípios. Algo me diz que será por aqui que podem surgir surpresas. III. O PSD vai manter a maioria absoluta no Funchal? A questão pode até ser mais alargada no sentido de saber quem vai ganhar a Câmara da capital porque para mim nada é certo em matéria eleitoral. Mas para já, coloquemos a questão na questão da gestão monopartidária ou obrigada a consensos e a acordos. Se Bruno Pereira ganhar as eleições com maioria absoluta é uma grande vitória para ele e para o Dr. Alberto João. Se ganhar apenas com maioria relativa será uma grande derrota para o Dr. Alberto João (e não tanto para o candidato em si mesmo). IV. Quem vai ficar em segundo lugar? Esta questão na prática vai colocar-se no Funchal. Isto porque alguns partidos coligaram-se em alguns concelhos e os seus votos vão parecer diluídos nessa frente eleitoral. Daí que interesse saber quem vai ficar em segundo lugar no Funchal: A coligação ou o CDS/PP? Se o CDS/PP da Madeira mantiver a sua posição de segundo partido as próximas eleições regionais serão particularmente interessantes para esse partido e para o seu líder. Se a Coligação ficar em segundo, e próximo do resultado do PSD, será difícil ao PS não manter essa coligação nas próximas regionais. V. Conseguirá a CDU manter o vereador no Funchal? Sendo o apelo ao voto útil da esquerda na coligação pela Mudança, conseguirá a outra coligação de esquerda combater esse apelo e reunir votos suficientes para manter o seu tradicional eleitorado? VI. Que expressão eleitoral terão os partidos da oposição noutros concelhos onde tradicionalmente são forças com alguma representatividade? Falo do PS em Machico e Porto Santo. Fala do MPT em Câmara de Lobos. Falo do CDS na Ribeira Brava, na Calheta e em Câmara de Lobos. VII. Que dirá Miguel Albuquerque depois dos resultados eleitorais totais? Acaba a sua carreira política nos próximos tempos? Ou pelo contrário, vai exigir Congresso Extraordinário do PSD? VIII. Quantas freguesias mudarão de mãos? Tradicionalmente o PSD ganha dezenas de freguesias? Manterá essa tendência? IX. Que outras surpresas haverá? As eleições conseguem sempre nos surpreender e por isso deixo esta alínea à sua imaginação… Para além da escolha de quem governará as nossas autarquias, como vê, não há falta de motivos para que participe na resposta a estas questões. Por isso, caro leitor, faça lá o esforço. Tem um mês para pensar e decidir! Ricardo Vieira

Há muitas razões para a descrença e desilusão, mas não deixe de ir votar

Caro leitor, de hoje a um mês, vá votar. Há muitas razões para a descrença e desilusão, mas não deixe de ir votar. Não me interessa onde, só é importante que lá vá! Depois à noite, vai poder responder às questões quentes destas eleições ouvindo os resultados: I . Que peso têm os independentes? É um dos aspectos mais interessantes destas eleições. Serão capazes de ter votos suficientes que contrariem as listas exclusivamente partidárias? Tenha especial atenção para os seguintes aspectos particulares: - O Movimento Juntos pelo Povo conseguirá ganhar a Câmara Municipal de Santa Cruz? A sua aposta é forte e há enorme expectativa nesse resultado. - Que peso eleitoral terão as candidaturas “desalinhadas” em São Vicente, no Monte, no Porto Santo ou em Ponta do Sol? Em todas estas autarquias apareceram candidaturas independentes, algumas apoiadas por partidos, mas todas de origem própria. Que resultado terão? II. Quantas Câmaras Municipais perderá o PSD? Para além da de Santa Cruz, haverá outras Câmaras Municipais que deixarão de ser governadas pelo PSD? Aí, tenha especial atenção aos concelhos do Porto Moniz, do Porto Santo, de São Vicente, de Santana e de Santa Cruz. Não fiz qualquer sondagem e nesta data conheço mal alguns estudos e sondagens que foram feitos, mas ponho os meus olhos nestes cinco municípios. Algo me diz que será por aqui que podem surgir surpresas. III. O PSD vai manter a maioria absoluta no Funchal? A questão pode até ser mais alargada no sentido de saber quem vai ganhar a Câmara da capital porque para mim nada é certo em matéria eleitoral. Mas para já, coloquemos a questão na questão da gestão monopartidária ou obrigada a consensos e a acordos. Se Bruno Pereira ganhar as eleições com maioria absoluta é uma grande vitória para ele e para o Dr. Alberto João. Se ganhar apenas com maioria relativa será uma grande derrota para o Dr. Alberto João (e não tanto para o candidato em si mesmo). IV. Quem vai ficar em segundo lugar? Esta questão na prática vai colocar-se no Funchal. Isto porque alguns partidos coligaram-se em alguns concelhos e os seus votos vão parecer diluídos nessa frente eleitoral. Daí que interesse saber quem vai ficar em segundo lugar no Funchal: A coligação ou o CDS/PP? Se o CDS/PP da Madeira mantiver a sua posição de segundo partido as próximas eleições regionais serão particularmente interessantes para esse partido e para o seu líder. Se a Coligação ficar em segundo, e próximo do resultado do PSD, será difícil ao PS não manter essa coligação nas próximas regionais. V. Conseguirá a CDU manter o vereador no Funchal? Sendo o apelo ao voto útil da esquerda na coligação pela Mudança, conseguirá a outra coligação de esquerda combater esse apelo e reunir votos suficientes para manter o seu tradicional eleitorado? VI. Que expressão eleitoral terão os partidos da oposição noutros concelhos onde tradicionalmente são forças com alguma representatividade? Falo do PS em Machico e Porto Santo. Fala do MPT em Câmara de Lobos. Falo do CDS na Ribeira Brava, na Calheta e em Câmara de Lobos. VII. Que dirá Miguel Albuquerque depois dos resultados eleitorais totais? Acaba a sua carreira política nos próximos tempos? Ou pelo contrário, vai exigir Congresso Extraordinário do PSD? VIII. Quantas freguesias mudarão de mãos? Tradicionalmente o PSD ganha dezenas de freguesias? Manterá essa tendência? IX. Que outras surpresas haverá? As eleições conseguem sempre nos surpreender e por isso deixo esta alínea à sua imaginação… Para além da escolha de quem governará as nossas autarquias, como vê, não há falta de motivos para que participe na resposta a estas questões. Por isso, caro leitor, faça lá o esforço. Tem um mês para pensar e decidir!

Ricardo Vieira