João Sousa No dia 4 de Junho após o Telejornal, a RTP Madeira, a nossa televisão, fez um serviço público digno de registo, com a apresentação de uma peça de teatro, cujo nome sinceramente não sei nem desejo saber, protagonizado por 3 actores, a qual abordava a questão das drogas e da toxicodependência. Ao me deparar com tal programa quis satisfazer a minha curiosidade na forma como tratariam um tema tão importante e na qualidade de pai aguardei na ânsia de aprender algo para evitar que os meus filhos se metem por tais caminhos. Mas rapidamente fiquei desiludido e estupefacto com a bendita peça de teatro. Em primeiro lugar devido ao nível baixo para não dizer horrível da linguagem utilizada. por outro lado à forma desajustada, descabida e irresponsável como aqueles três senhores falavam das drogas. Como é possível abordar de forma tão hedionda e miserável um tema tão sério que afectam inúmeros madeirenses ainda por cima em horário nobre? Como é possível actores que são figuras públicas consumir álcool e incentivar o consumo de charros, repito incentivar o consumo de drogas ao mostrar como se faz um charro, a dar enfoque aos seus efeitos positivos, complementado com uns diálogos sem qualquer conteúdo pedagógico ou cómico sequer. Já sei que a esta hora os senhores comediantes me devem achar um careta um antiquado , porque acho que estes assuntos devem ser escondidos. Nada mais falso, concordo que estes assuntos devem ser discutidos e ensinados nos locais próprios e com os conteúdos correctos. Aliás a região tem serviços próprios para esse efeito. E, não é de certeza na televisão pública em horário nobre que deve ser feito desta forma desajustada e diria mesmo leviana. Já imaginaram a quantidade de adolescentes e jovens que possam ter visto a vossa peça e que graças à vossa triste sátira tenham ficado ainda mais com curiosidade para vos imitar. É no mínimo uma irresponsabilidade da parte da direcção de programas da referida estação transmitir um programa desta natureza. O serviço público serve para educar, ensinar e orientar a população. Eu sou dos que acreditam e desejam a continuidade da RTP Madeira, agora com programas com qualidade com a vertente de serviço público incluído.