A 2.ª conferência sobre o movimento associativo não trouxe nada de novo. Mais do mesmo, uns a queixarem-se, outros a desculparem-se, todos com argumentos mais ou menos válidos que acabam por não trazer nenhuma mais-valia à discussão da essência do problema. No entanto, algumas achegas foram tocando na ferida: objectivos? Qual o rumo do desporto na Região? De facto, quando se analisa o Programa Regional de Apoio ao Desporto dificilmente vemos algo de novo relativamente ao anterior modelo. Demos-lhe nova nomenclatura, reduzimos as verbas disponíveis (escaparam os mesmos de sempre) e acrescentamos mesmo rubricas que no fundo, vão beneficiar os que já recebem mais. Este é o nosso PRAD. E conteúdos? Finalidades? Metas? Todos devem justificar o que gastam? E porque não justificar o que se dá? Os catedráticos lançaram o repto. Os dirigentes questionaram-no mas a tutela teima em tentar desculpar-se na herança pesada, na conjuntura económica e noutros factores que dificultam a execução do projecto traçado. É de facto preciso encontrar um caminho que potencie todas as áreas da actividade física, seja de elite, federada, de lazer, de recreação, escolar, universitária, sénior, de saúde, etc. Mas como nem tudo é mau na política desportiva do momento, a reflexão desta conferência pode incidir num ponto crucial de um consenso alargado: a formação. A política desportiva tem de acompanhar esta realidade. Temos infra-estruturas desportivas de qualidade, temos o destacamento de docentes que ainda asseguram o bom funcionamento de clubes/associações, mas temos sobretudo a capacidade de sacrifício trabalhando como poucos por ainda menos. Vamos rentabilizar isto tudo. O apoio logístico é de momento tão ou mais importante do que o subsídio… digo eu. Mas quem sou eu…

Arlindo Vieira Colaborador da AAUMa