Quatro semanas passaram desde a investidura em funções dos heróis que libertaram 7 câmaras da maléfica máquina que nos governa desde 1976. Quatro semanas apenas foram suficientes para, levantada a ponta do tapete, começarmos a ver o enorme volume de lixo que o PSD andava a acumular. O que começa a ver a luz do dia, à medida que são rebentados os cadeados dos armários (as chaves não foram encontradas), é revelador do perigo que a Madeira continua a correr nas mãos do PSD. Estivemos, e em 4 câmaras e no governo regional ainda estamos, à mercê de um autêntico serial killer, expostos a uma máquina que tritura e se alimenta da vida das pessoas, ao sabor das vontades de uma sociedade secreta tipo Clube Bilderberg à escala regional. De debaixo dos tapetes e do interior dos armários estão agora a ser exumadas as carcaças fétidas acumuladas por décadas. Começa a ficar clara a origem dos males que o PSD lançou, e continua a lançar, sobre madeirenses e porto-santenses: a apropriação do bem comum para servir uma elite privilegiada. São contratos e protocolos ruinosos para o município e munícipes mas principescos para a realeza que se institui no seio do jardinismo. São chefias que se alojaram à custa do cartão laranja passando por cima de colegas competentes. São serviços contratados dos quais o município não necessita mas há uma clientela para servir. São os negócios ruinosos que os autarcas do PSD foram levados a aceitar para financiar as sociedades de desenvolvimento do governo regional. São as borlas aos filhos do jardinismo suportadas pelas taxas acrescidas sobre o comum cidadão. São, entre um rol extenso de maldades, as megalomanias do governo regional na gestão da água e dos resíduos que os munícipes e municípios têm de pagar.

Hélder Spínola Deputado da Nova Democracia