Nos últimos anos os valores IMI – imposto sobre os imóveis - tem subido assustadoramente, pesando de forma significativa no orçamento das famílias, sobretudo daquelas que auferem ordenados modestos e têm filhos à sua responsabilidade. Para quem já tem de pagar ao banco crédito à habitação, este imposto, em muitos casos elevadíssimo, significa mais um autêntico aluguer da sua própria casa. Refira-se a propósito que esta situação foi agravada no início do corrente ano, com as reavaliações mandadas efetuar pelo governo central o que significa para milhares de famílias aumentos a triplicar e até em muitos casos a quadruplicar. Vem isto a propósito do muito que se tem falado nos últimos tempos sobre baixar já ou não os valores e os coeficientes do referido IMI. Aliás, é bom lembrar que todos os partidos concorrentes às eleições autárquicas do passado dia 29 de Setembro, prometeram aos eleitores baixar este imposto, por isso, era suposto nesta altura haver um largo consenso entre partidos no poder e na oposição para baixar estes valores incomportáveis para a maioria dos agregados familiares e pequenos comerciantes. É bom que os decisores políticos tenham consciência das graves dificuldades que as famílias enfrentam hoje devido às brutais medidas de austeridade. Por isso, eu e o meu partido somos de opinião que o IMI deve baixar para o valor mínimo e no imediato. Ao não ser assim, está em causa a credibilidade dos partidos e dos políticos, todos eles, que venceram eleições prometendo uma coisa em campanha eleitoral e uma vez chegados ao poder fazem ao contrário. Há um compromisso de baixar, cumpra-se.
João Isidoro Presidente do MPT-M