A peregrinação à herdade está próxima. Será por assim dizer, um último e atrasado fôlego festivo deste inacabável calendário de veraneio, em terra de castigos. À distância de apenas uma semana, a cerveja já esvoaçou em plena festa de vinho e uvas, sinais de que cada vez mais, há gente solidária em manter refrescada, as comitivas que contagiam "entusiasmos".

E o Setembro do vinho é também o reinício da pequenada da escola. Das despesas renovadas, que em cada começo, desequilibram as já depenadas finanças familiares. Um ano lectivo que se apresenta depauperado pela sangria de benefícios, de mais carestia para as famílias e incógnitas na vida de muitos professores. Estes quadros afiguram-se no plano político, após as "universidades de verão", que apenas servem para qualificar os "Relvas" da vidinha airada, da opção do nosso contentamento, que lançam as lebres contratadas a soldo, e que se refugiam convenientemente na toca, à espera que a poeira assente. A RTP, irá ser "qualquer coisa", bem distinta daquilo que teria sido ventilado. Qualquer coisa barata, tal como está sendo todo o serviço público assegurado pelo Estado. E a nuvem é mesmo de incertezas nesta quinta avaliação da troi…Aliás, do triunvirato - como gosta Paulo Portas de dizer em português - muito embora, quando os chineses trazem dinheiro, discurse em inglês em Portugal. Uma nebulosa, - dizia - sobre os últimos dados da execução orçamental, da situação do plano de ajustamento e da receita intestina deste governo, dos ingredientes "além-troika". Os resultados estão à vista de todos, o que suscita a questão: se as anteriores avaliações foram positivas, afinal, porquê a derrapagem está a engrandecer, perspectivando-se um deficit bem superior, das metas definidas para este ano? A mentira tão grande, já transborda como a paciência.

Donato Macedo, Lic. Comunicação