Amanda Rodrigues Venho por este meio demonstrar com o maior desagrado a realidade quixotesca que se faz passar junto dum serviço público. Dirigi-me a esta entidade com o objectivo de obter uma simples informação de apenas 3 minutos acerca do ponto da situação do meu reembolso de IRS em que tive de aguardar 2h47 minutos para ser atendida, este tempo todo de espera com deficientes condições, num espaço minúsculo partilhado com cerca de 80 contribuintes que também aguardavam horas incansáveis de espera, sem ar condicionado com apenas uma ventoinha coberta de pó "negro" ligada na zona de circulação dos funcionários para ventilação de um espaço com cerca de 40 m2, a suportar desagradáveis odores, cadeiras sujas e crianças a chorar já desesperadas. O calor era insuportável, os funcionários trabalhavam com os rostos a escorrer de suor, as camisas molhadas, um ambiente difícil de suportar e entender. Tive conhecimento que já houvera pessoas que se sentiram mal, desmaios, vómitos, resultado do calor que ali se faz sentir. Informaram-me que o ar condicionado sempre esteve avariado. Custa-me a acreditar que o gabinete do Sr. Director Regional esteja nestas condições. Estamos numa era de contenção de despesas, mas será que não existe dinheiro para resolver esta anormalidade, como é possível uma pessoa submeter-se a isto? Neste compasso de espera retratei uma desastrosa interacção do vigilante com os contribuintes, como podem admitir um segurança tratar os utentes "abaixo de cão", não permitindo que os contribuintes retirem a sua senha sem que lhe tenha de indicar o que vem tratar, mesmo que o utente não lhe solicite ajuda. Desde quando tenho de partilhar um assunto de carácter sigiloso com o vigilante, como é que este indivíduo pode proclamar em voz alta que as pessoas devem permanecer à espera no local que ele quer dizendo "eu é que mando aqui e você faz o que eu disser e não há mais conversa". Onde anda o profissionalismo, a cortesia, o respeito, a celeridade, as condições humanas? Aquilo mais parece um manicómio, um inferno de calor. Ou será que os superiores hierárquicos não tem conhecimento de tal situação? Isto é vergonhoso, é desastroso. Deviam mesmo optar por vigilantes profissionais, um maior número de funcionários de forma a evitar horas de espera e melhores condições ambientais, que não oferece nenhumas.