A palavra incendiária germina na política de "terra queimada", por antítese ao comodismo, de quem se contenta com a casca da democracia. Dessa virtuosa escola, quem não se lembra do holiganismo político: "nós só queremos o DIÁRIO a arder"? E a terra queimou mesmo, engolindo os sonhos e vidas de muitas famílias, onde os inúmeros e excessivos bombeiros, não foram suficientes, mesmo com a ajuda de Lisboa, sem ajudas "do céu". Pois na "única ilha acidentada do mundo", ao céu, apenas as mãos se apontam, implorando pela ajuda, que sempre tarda. Tal como os salários dalguns soldados da paz. Soldados aos quais se insinuam causticamente "coincidências" pela língua de fogo, com origem num mundo transtornado, assombrado por fantasmas pirómanos e demais adamastores. Tal como as crianças que na dianteira na zurzidela, atiram antes que lhes atirem. Um contra-fogo infantil e senil. Tão irracional como aquela viatura prioritária em marcha de socorro, obrigada a encostar pelo centurião, para abrir caminho ao aparvalhado ralie fútil da frota-preta imperial. E, neste apêndice do conto abafado, o chefe da casa, abandonou-a às chamas e imergiu numa cálida e distante piscina como reza o manual da "desprotecção" civil. Não sei se o apelo ao pudor inicial das palavras, é tão retardador como a tv-regional a dar a ignição ao lume das notícias, ditas "alarmistas", plasmadas nas imagens de aflição, já que o som aberto é cortado, quando a "angústia" extravasa. E para tanta desgraça ainda não resolvida desde 2010 a que a bruxa não atendeu, bem que dispensávamos mais esta queimada de recursos, a teta do desporto profissional, as corridas de vaidades, e patéticas ameaças de detonações em vésperas da "silly-season", que somam à torragem de milhões. A chamuscada língua de fogo, imune a engasganços, já só cospe fumo. Felizmente.
Donato Macedo - Lic. Comunicação