O nosso Lido, data dos anos trinta e, em 1982 sofreu uma grande remodelação. A deficiente conservação levou a enormes encargos com manutenção curativa. Criado para proporcionar à população residente acessos ao mar, serviu também para os turistas que o frequentavam pela sua qualidade do espaço. Quantos amores e paixões passaram pelo Lido! Encontros e desencontros…corpos bronzeados… mergulhos… campeonatos de natação… Veio a desgraça de Fevereiro de 2010, e aproveitando a hipótese remota de um financiamento europeu e da Lei de Meios, a CMF gastou 200 mil euros com o projecto da obra de 6 milhões, que estaria concluída em 2013. Novo - riquismo, demagogia, despesismo. O projecto foi lançado ao lixo, mas custou muito aos contribuintes. Falaram na « renaturalização» , projecto feito no interior da CMF, estimada a obra em 70% do anterior, ou seja 4,2 milhões de euros. O projecto não está feito, não há verba, nem financiamento para a obra, que com as derrapagens vai para os 6 milhões. As verbas envolvidas dariam para construir 120 apartamentos T3, a preço de custo. Nem daqui a 4 anos estará pronta esta obra. O que fazer até lá? O povo sofre, os estrangeiros interrogam-se, o Lido degrada-se. É um cenário de terror! A CMF abandona o Lido de quatro gerações! Para nós, o Lido deve abrir este verão, desde que tenha nadadores salvadores, duches e zonas condicionadas. Apresentada esta ideia na CMF, Albuquerque não soube explicar quando começaria a obra, nem o valor, nem o planeamento da mesma. Quanto à limpeza mínima e da utilização do Lido sem piscina, conheço dezenas de voluntários disponíveis para pôr mâos à obra e abrir o Nosso Lido ainda este Verão. Por mim, mesmo no futuro, defendo manter no essencial o Lido do passado, corrigido tecnicamente, mas sem o descaracterizar!
Dírio Ramos, Vereador do PCP na CMF