Eduardo Gonçalves Na passada segunda-feira, assisti a uma cena de Terceiro Mundo no Hotel Royal Savoy. Muitos clientes deste hotel que terminaram o seu merecido período de férias, requisitaram junto da recepção para que esta providenciasse táxis para os levar de volta ao aeroporto. Para seu espanto, em vez dos táxis, surgiram do nada, várias carrinhas com uma folha de papel AT (Animação Turística), sem a devida licença para efectuar o transfer. Seguiu-se um pequeno sururu com os clientes a reclamarem pelo táxi solicitado, os taxistas indignados e os condutores da carrinhas, quais «bilheteiros» de camionetas a cobrar antecipadamente 30€ por cabeça para o transporte, a fim de evitarem ser surpreendidos na ilegalidade pela polícia do aeroporto. Alguns clientes negaram-se a entrar mas ditas carrinhas, mas ordens vindas de dentro do hotel, atestavam que as carrinhas eram táxis descaracterizados. E lá foram eles reclamando… pagando o preço de um transporte individual, mas viajando em transporte colectivo ilegal. Segundo informações colhidas junto dos profissionais de táxi, as carrinhas AT apenas estão licenciadas para actividades de animação turística, sendo-lhes vedado, entre outros, o transporte de e para o aeroporto. Mais referiram aqueles profissionais que na próxima segunda-feira chamarão a polícia e impedirão que as referidas carrinhas efectuem aquele percurso, com o natural prejuízo para os clientes, que poderão perder o voo. Nesta época de crise será que tudo vale? Será que os responsáveis pelo hotel não vêm que com esta atitude podem perder mais clientes? Ou será que tais responsáveis desconhecem a situação ou que algum (ir)responsável está a ganhar comissão ilegalmente?