No Porto Santo, este verão fica politicamente marcado pela anunciada saída do edil para a Assembleia Legislativa antes do término do seu mandato na autarquia. Sai numa altura conturbada, acusado na sequência da trágica queda da palmeira, e deixando a Câmara com dificuldades económico-financeiras, com um polémico Plano da Frente-Mar por aprovar, e com o Colombus Resort ainda parado! A nível económico, foi o verão dos charters, do Tudo Incluído, e da doença nas uvas. Aos bons números da ocupação hoteleira, contrapõem-se os números desencantados da restauração e comércio locais. A quebra nas visitas dos madeirenses, facilmente comprovada pela descida de 12% nos passageiros chegados via marítima, veio agravar essa situação. No setor agrícola, o míldio destruiu grande parte da afamada uva, despindo deste fruto as típicas barracas. No âmbito sociocultural, salienta-se a utilização da "prata da casa" na animação de grande parte dos eventos culturais e desportivos. Apesar da famigerada crise, tudo se realizou. Uma palavra de apreço a todos, entidades, artistas, coletividades e confrarias. Contudo, a calendarização de vários eventos em simultâneo merece reflexão. É positiva a diversidade de oferta, mas as tradições dos arraiais populares ficam notoriamente prejudicadas. A 9 de Outubro têm lugar as eleições regionais. A meu ver, ao declinar utilizar esse direito que lhe assiste, optando por engrossar as fileiras da abstenção, perde legitimidade para criticar. Por isso, vote! Está na hora!

Renata Sousa, Vereadora na CM Pt. Santo