O presidente do Supremo Tribunal Federal enalteceu, no domingo, a vontade soberana do povo brasileiro, que reelegeu para um histórico quarto mandato o Presidente Lula da Silva, que virou o resultado na segunda volta.
"Concluídas as eleições de 2026, é tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas. A República fortalece-se quando reconhece e respeita a soberania popular, fundamento da legitimidade democrática e expressão da cidadania", disse, em comunicado, o ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Encerrada a disputa eleitoral, é momento de serenidade, responsabilidade e compromisso com o país. As diferenças próprias da democracia não devem impedir a construção de caminhos comuns para enfrentar os grandes desafios nacionais. O Brasil precisa de paz, estabilidade institucional e respostas concretas às legítimas aspirações da sociedade", apelou.
Além disso, referiu, o STF "continuará a exercer as suas atribuições com independência, imparcialidade, e fidelidade à Constituição, assegurando a proteção dos direitos fundamentais, a segurança jurídica e o acesso à justiça, sempre nos limites de sua competência".
Por outro lado, pediu que a legitimidade das urnas se transforme em compromisso com o futuro e salientou que a democracia é o compromisso permanente do tribunal.
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito no domingo na segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, com 51,79% dos votos, para o quarto mandato como chefe de Estado, derrotando Flávio Bolsonaro, e fez história como o primeiro candidato a vencer depois de ter perdido na primeira volta.
No entanto, Flávio Bolsonaro disse hoje que vai pedir a anulação das eleições após a decisão do Supremo Tribunal Federal de prorrogar o horário das secções de voto e recusa-se a reconhecer a derrota.
