Bom dia. A habitação, a instabilidade política internacional e a surpresa do Académico de Viseu em Alvalade dominam os destaques da imprensa nacional desta segunda-feira, 26 de Outubro de 2026. A crise na habitação ganha expressão com os confrontos durante as manifestações, a pressão sobre o Governo e a previsão de uma quebra acentuada do investimento público em 2027, enquanto os preços das casas continuam a subir a um ritmo elevado. No desporto, a derrota do Sporting por 2-1 frente ao Académico de Viseu provoca uma onda de contestação a Rui Borges.
O Brasil, por sua vez, concentra atenções com uma disputa presidencial renhida, acompanhada de leituras distintas sobre o desfecho eleitoral que, como se sabe resultou numa reviravolta. A reeleição de Lula, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral brasileiro, é um dos acontecimentos centrais do dia. O actual presidente venceu Flávio Bolsonaro com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%, garantindo um inédito quarto mandato.
Voltando à política nacional, a intervenção policial nos acampamentos ligados à crise da habitação coloca Luís Montenegro sob pressão, com pedidos de explicações e apelos ao presidente da República, António José Seguro, para se pronunciar. Na economia, os jornais destacam a subida dos preços das casas, o recuo previsto do investimento público na habitação e a pressão dos preços do petróleo, num contexto em que o Brent ultrapassa os 116 dólares por barril. O futebol fecha o quadro de temas dominantes, com o Sporting a somar uma derrota inesperada em casa e a enfrentar a contestação dos adeptos.
Assim, no Correio da Manhã destaca-se o alegado desvio milionário de subsídios europeus através da compra de viaturas na Alemanha para posterior venda em Portugal, a violência durante a manifestação pela habitação e a disputa eleitoral brasileira. A manchete desportiva centra-se na derrota do Sporting por 2-1 frente ao Académico de Viseu, acompanhada de assobios e sinais de crise em Alvalade. O jornal noticia ainda a libertação de alegados cabecilhas de um esquema de falsos casamentos devido a uma falha na acusação, os custos do transporte de doentes, estimados em meio milhão de euros por dia, a posição de Marco Silva antes do Santa Clara-Benfica e as dúvidas da seguradora quanto à fiabilidade do elevador da Glória.

O jornal Público coloca em evidência a incerteza que marcou a noite eleitoral brasileira, apesar da vitória final de Lula, e a crise da habitação em Portugal. A intervenção policial nas acampadas aumenta a pressão sobre o Governo e leva a apelos à intervenção de António José Seguro. No plano internacional, o jornal noticia o regresso de María Corina Machado à Venezuela, enquanto, no interior do País, a saúde procura atrair médicos jovens para o Alto Alentejo. Uma entrevista aborda as privatizações da REN e da EDP, consideradas um erro, e o desaire do Sporting em Alvalade merece também destaque, com referência aos lenços brancos dirigidos a Rui Borges.

O Jornal de Notícias dá relevo à reviravolta eleitoral que garante a Lula um quarto mandato presidencial, um resultado inédito, e à redução de 63% do investimento do Governo na habitação em 2027, associada ao fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Na mobilidade, os autarcas recusam a aplicação de taxas para entrar nas cidades, enquanto a construção reúne uma dezena de novas pontes em obra ou em fase de projecto. No futebol, a surpresa em Alvalade volta a dominar a actualidade, com o Académico de Viseu a vencer o Sporting por 2-1.

E o Diário de Notícias aborda as respostas municipais para facilitar o acesso dos estudantes a alojamento, através de rendas acessíveis e de programas de convivência com idosos. A eleição brasileira é analisada à luz dos cinco desafios do próximo mandato presidencial, enquanto a habitação surge associada a uma subida de 18,4% dos preços no segundo trimestre. A intervenção policial nas acampadas e as reacções de Luís Montenegro, Luís Neves e António José Seguro também estão em destaque. Na reportagem, o jornal leva os leitores a conhecer a investigação sobre a Madeira, dos voos das freiras à vida nas profundezas do oceano. A cultura marca presença com Luísa Sobral, que prepara concertos com tambor e poesia, e Henrique Calisto defende Jorge Jesus no caso Ronaldo. No desporto, Rui Lacerda e Ricardo Coelho revalidam o título mundial de maratona de canoagem, numa prestação portuguesa que termina com nove medalhas.

Já nos especializados, o Negócios centra-se na controvérsia em torno das cauções das rendas, defendendo que o Governo deve recuar caso a medida provoque forte contestação. O jornal assinala também que os preços das casas nos arredores estão a subir até três vezes mais do que em Lisboa, reforçando a pressão imobiliária para fora dos grandes centros. Na actualidade empresarial, noticia o atraso no concurso para a concessão do Metro do Porto e a vitória da Galp num processo contra um fornecedor norte-americano de gás natural. No sector energético, a existência de petróleo em Ormuz não impede a manutenção de preços elevados, devido à continuidade dos ataques e à tensão geopolítica.

Já O Jornal Económico destaca a subida do Brent acima dos 116 dólares por barril e a pressão que a instabilidade no Médio Oriente exerce sobre os mercados. Nas telecomunicações, a Digi defende que a renovação do espectro utilizado pelos restantes operadores seja feita através de leilão. O imobiliário volta a dominar as preocupações económicas, com uma subida de cerca de 18% nos preços das casas e uma pressão crescente fora de Lisboa e do Porto. O jornal refere ainda as dúvidas da CAP sobre os cinco mil milhões de euros previstos para investimento na água, os 984 cientistas portugueses entre os 2% mais citados do mundo e a promessa do PS de não agravar o saldo orçamental com as suas propostas. A indústria também merece atenção, com o investimento de 3,5 mil milhões de euros da Audi numa fábrica nos Estados Unidos e de 48 milhões da Europastry numa nova unidade no Carregado. A Moody's, por sua vez, mantém o rating de França, sustentada na expectativa de cumprimento do orçamento.

Nos desportivos, O Jogo abre com o FC Porto e uma viagem às origens de Froholdt, mas o destaque principal vai para o desaire do Sporting, descrito como um pesadelo cor-de-rosa após a derrota por 2-1 frente ao Académico de Viseu. A antevisão do Santa Clara-Benfica dá espaço a Marco Silva, que aponta à conquista de títulos e rejeita a ideia de que a equipa deva preocupar-se em ser a mais vistosa. O jornal acompanha ainda a vitória do Nacional por 1-0 frente ao Braga, o triunfo de Mourinho em Camp Nou e a conquista de mais um título mundial de canoagem por Duarte Lacerda e Ricardo Coelho.

Por seu lado, A Bola usa a expressão "Descalabro" para descrever a derrota do Sporting em Alvalade e sublinha que os leões estão já a nove pontos do primeiro lugar. Marco Silva domina a antevisão do Santa Clara-Benfica, garantindo que não perde tempo a olhar para a classificação. No FC Porto, Diogo Costa atinge uma marca redonda e a lesão de Pietuszewski não inspira grande preocupação. No plano internacional, o jornal destaca ainda a vitória de Mourinho em Espanha, com Mbappé a dar o triunfo à equipa orientada pelo treinador português.

E, por fim, no Record reforça-se a percepção de crise leonina com a manchete "Borges perde a casa", associando a derrota por 2-1 frente ao Académico de Viseu aos lenços brancos e aos pedidos de demissão dirigidos ao treinador. A distância de nove pontos para a liderança agrava o cenário. O jornal destaca também os resultados do Nacional, vencedor por 1-0 frente ao Braga, do Moreirense, que bateu o Estoril por 3-1, e do Famalicão, que goleou o Rio Ave por 4-0. Na antevisão do Santa Clara-Benfica, Marco Silva admite que gostaria de juntar Schjelderup e Prestianni no onze inicial. No FC Porto, Gabriel Mec aproxima-se da estreia devido às baixas nas alas e William só deverá regressar em Dezembro. Durán integra ainda uma convocatória de 24 jogadores.


