A.G.Mendonça Uma criatura que mandava na RTP-Madeira e que, pelos vistos, já não manda, vem agora exigir uma auditoria à televisão regional. Pois que se faça e sem demora, a fim de desmascarar um farsante. É verdade que o serviço que a RTP/M presta aos madeirenses é diferente para melhor do que apresentava há anos atrás, embora esteja ainda longe de apresentar um serviço público de televisão com qualidade, porque na região os serviços públicos têm de ter sempre a orientação da laranja podre. A RTM/M foi, durante muitos anos, um centro de propaganda laranja, tratando os madeirenses como anormais e nunca prestando um serviço público de TV. A manipulação laranja ia ao ponto de pôr no ecrã imagens claras e perfeitas quando eram pessoas do seu partido e imagens sem qualquer qualidade quando eram pessoas de outros partidos. A título de exemplo, nas comemorações do dia de um Concelho da Região, no mesmo lugar e no mesmo palanque falou um secretário do governo e as imagens foram perfeitas, quando falou o presidente da Câmara Municipal, que não era PSD, mostraram o autarca a falar, de costas e focando bem a calvície do senhor. Uma vergonha. Ao longo dos anos, milhares de reportagens eram feitas da maneira atrás referida e, para comprová-las, certamente que existem os arquivos. Até os programas de humor eram manipulados pois, que quando existia imagens do bobo da corte laranja, elas eram cortadas. Será que os madeirenses não têm direito a uma boa gargalhada? É por este brilhante serviço prestado que alguns responsáveis da RTM/M foram parar ao GR como assessores. Sobre a RDP/Madeira, acho que tenho o direito de ouvir a emissão da Antena 1 a qualquer hora do dia, como qualquer cidadão português e repito que é um direito que tenho e que deve ser facultado a todos os madeirenses. E resta-me umas palavrinhas sobre o panfleto laranja JM. Na edição do passado dia 5 publicaram "só" 17 fotografias do dono, o que é manifestamente pouco. Um jornal, para ter alguma credibilidade, deve publicar em cada edição pelo menos umas 50 fotografias do patrão. O secretário Francisco Fernandes quando for às escolas ler livros às criancinhas deve também dizer-lhes que, quando forem grandes, e caso consigam trabalho, vão orgulhar-se muito de pagar impostos e assim contribuírem para que possamos ter um folheto de propaganda que impinge aos outros milhares e milhares de fotografias da grande fraude ambulante.