A recente falha na produção e fornecimento de energia eléctrica à Madeira, ocorrida na noite de 3 de Agosto, causou grandes inconvenientes à população. A EEM alegou uma avaria numa tampa de um dos refrigeradores na "Vitória I", que pôs fora de funcionamento dois motores, seguindo - se a paragem dos restantes. Este facto causou a sobrecarga da "Vitória II", fazendo entrar em colapso todo o sistema, com a paragem de todos os motores. Impõe-se saber porque razão, ou razões, falhou a tampa do refrigerador. Terá sido falta de manutenção? Era possível pôr em paralelo os geradores na NAVE3 com os geradores da NAVE2, de forma a suprir as necessidades impostas pela falha na NAVE1… mas porque razão é que tal não aconteceu? Têm os operadores acesso á NAVE3? Será que esta só é acessível pela empresa privada que gere esta NAVE? E quanto ao alegado "colapso do sistema", porque razão é que tal se verificou? Não há redundância de segurança? Porque não actuou eficazmente o sistema de gestão e controlo? A EEM referiu a questão da reposição manual da rede na Subestação do Amparo. Ora, dado que tal operação pode ser efectuada por telecomando, porque razão foi necessário fazer deslocar pessoal àquela infraestrutura? Verificou-se alguma anomalia na operação remota de reposição da rede? É sabido que as subestações podem dispor de sistemas de deslastramento de redes, neste caso, porque razão não funcionaram tais mecanismos? Sendo evidente a importância que a Central assume para as necessidades energéticas da RAM, , este incidente obrigará a EEM a repensar a segurança interna e externa da Central, através de uma exaustiva análise de riscos. Três meses depois de inaugurada a ampliação da Central esta cai como um 'castelo de cartas'. Podem explicar-nos porquê?

Dírio Ramos - Vereador do PCP na CMF