Os últimos dados da demografia federada, indicam que a RAM possui 17 árbitros / juízes internacionais com particular destaque para as modalidades de ténis de mesa, ginástica e natação. Alguns deles são chamados com frequência para provas do mais alto nível internacional: Duarte Santos / Ricardo Fonseca (Andebol), Sérgio Serrão (Futebol), Francisco Rodrigues (Judo). Estes são apenas a face mais visível dos mais de 500 árbitros que ajuízam e validam a competição regional. Ao nível do dirigismo também estamos representados em Conselhos de Arbitragem Nacionais: (Daniel Gouveia - T Mesa) e internacionais (José Casanova - Voleibol), podendo a partir da próxima semana contar com a minha presença no Conselho de Arbitragem da FPF. Tudo isto é o resultado duma política desportiva regional que serviu não só para "abrir buracos" como alguns querem fazer crer, mas também para abrir horizontes e demonstrar que matéria-prima e competência também não faltam no nosso território. E se é verdade que muitos clubes, associações, dirigentes e técnicos estiveram demasiado agarrados aos subsídios que abundavam na nossa região, começando agora a "abandonar os barcos" nestes momentos de dificuldades, também não podemos esquecer aqueles que ao longo dos anos trabalharam na base do voluntariado, com particular destaque para os ligados ao ajuizamento desportivo. Numa época de recessão em que muitos vivem apavorados com as reduções, cortes e atrasos das subvenções públicas (não é o caso da arbitragem, pois há muito que aprendeu a viver com a crise), só uma convergência de esforços poderá fazer com que tenhamos mais e melhor arbitragem, mais e melhor desporto: os dirigentes aproveitando os seus melhores recursos humanos (alguns com provas dadas lá fora); os técnicos de arbitragem mais categorizados (incluindo os árbitros de topo) disponibilizando-se de forma humilde para transmitir os seus conhecimentos e experiências aos mais novos.

Elmano Santos - Presidente da ATARAM