José Ângelo Gonçalves de Paulos O cidadão que, no domingo passado, na RTP-M, no programa "Nós Por Cá" é deficiente em termos de locomoção, mas intelectualmente está muito fresco. Precisava que a sociedade o ajudasse a ele e a muitos outros. Quando falamos em cidadãos deficientes não são para comiserações, pena ou caridadezinhas. Estas pessoas precisam de ser integradas na sociedade e no mercado do trabalho. O Rui Robalo tem uma boa presença física diria, até, telegénica que deveria ser aproveitado para cartazes de publicidade. Já que ele diz que tem uma mota, que é o seu ganha-pão, parada, porque, certamente, não tem dinheiro para o consertá-la.Pedíamos, então, às empresas que, em vez de lhe dar dinheiro para o conserto, aproveitassem-no para, por exemplo, cartazes de marketing de publicidade. Lembro-me dos Horários do Funchal, da Empresa de Cervejas da Madeira e outras empresas que fazem publicidade nesta cidade. Este é um dos exemplos que dou. Mas haverá muito mais. O programa estava muito bom, mas precisa de ter andamento, nomeadamente tornar estas pessoas úteis , mais produtivas e felizes. Eu aproveito para dar os parabéns ao Rui Bargão Robalo e felicitá-lo pelo á-vontade com ele se expressou na televisão e faço votos que ele e outros nas mesmas condições sejam melhor aproveitados de modo que sintamos orgulho em defender estas pessoas. E numa sociedade que se diz democrática é um princípio constitucional dar-lhes emprego e tornar as suas vidas mais bonitas e felizes. Ao mundo da economia e da cultura dêem lá uma oportunidade ao Rui e outros que vivem os mesmos dramas pessoais e familiares. E aproveito para felicitar o Rui Manuel Brinca Bargão Robalo pela excelente capacidade artística com que esteve na televisão a falar sem dramatismos, mas a colocar arejadamente o seu problema, o de um cidadão que quer ser melhor aproveitado e útil à sociedade na qual está inserido.