Nenhuma pessoa deve ser prejudicada por ser familiar, directo ou indirecto, de um governante ou de uma individualidade influente. Ninguém nessas condições pode ser impedido de se revelar, de ser ambicioso ou de ser 'bom' numa determinada área, apenas porque teve a sorte, ou o azar, de ser próximo de uma determinada figura conhecida.Felizmente temos casos, nesta pequena terra, de jovens valores que se revelaram e se impuseram sem favores de ninguém. Nem de sobrenomes sonantes.O mesmo já não se poderá dizer de uma série de outros casos, uns bem conhecidos, outros mais encobertos, que tudo devem ao factor 'proximidade'. Infelizmente, também nesta pequena terra, parece que esse factor ganhou definitivamente estatuto quase legal, para além de ser prioritário e exterminador do que houver à volta.Ainda mais preocupante é quando os 'figurões' têm o desassombro de forçar posições. É que, muitas vezes, alguns dos jovens bafejados pela 'sorte', ou azar, até estão dispostos a fazer o percurso normal, percorrer todas as fases das carreiras e demonstrar o seu valor. Sem favores. A adulta ânsia de tudo açambarcar é que estraga.Agostinho Silva, Subdirector