Por estes dias, não se fala de outra coisa a não ser do penoso aumento da carga fiscal. Não há muitas semanas, José Sócrates e Pedro Passos Coelho juravam, a pés juntos, que não poderia haver aumento de impostos em Portugal. A 13 de Maio, ironicamente, tudo mudou. 'Nunca diga desta água não beberei': se o adágio popular fosse levado à letra, mas com veneno, ambos estariam internados em estado grave. Infelizmente, não se pode ter tudo na vida. Entretanto, não será só através dos impostos directos que o GR vai 'arrombar' as já de si parcas economias familiares. Isto porque ao não honrar com os seus compromissos, como o não pagamento a fornecedores, o congelamento de salários, e outros incumprimentos ilegais e imorais, o GR defrauda e penaliza milhares de empresas e milhões de trabalhadores. Até as autarquias da Madeira, conforme noticiou o DIÁRIO, estão em risco de voltar a perder os 5% de IRS que, este ano, foram repostos pelos partidos da oposição e os deputados socialistas da Madeira e Açores, contra o PS e o GR. Diariamente, são notícia pessoas que passam extremas dificuldades, com histórias de fazer chorar as pedras da calçada. Ora, pelo andar da carruagem, e vendo o que se passa lá fora, pode ser que os mesmos calhaus sejam utilizados pelo povo como arma de protesto pela forma como são burlados, ano após ano, legislatura após legistatura, pela classe política governante.Duas linhas