David Alexandre Servem as comemorações do Centenário da República para explicar aos portugueses que já no tempo da monarquia, os reis, e sempre que havia crise, subiam os impostos e as taxas aos portugueses. Enquanto que nas cortes se vivia com todo o luxo e extravagância. Escusado será dizer que não há nada de novo actualmente. Naquela época bastava o rei ordenar e os impostos subiam, agora é igual: Basta o nosso primeiro querer e assim é. O que realmente me intriga é o facto de, no tempo da monarquia não haver os ministros que há hoje, tantos assessores, economistas, empresários, etc., para poderem opinar. Hoje, eles existem mas o processo de decisão é parecido ao daquela época. Das duas uma: ou estes profissionais pouco evoluíram ou não servem muito bem o pais. Qualquer leigo sabe cobrar impostos. Eu sou um deles mas percebo bem da minha profissão. Acho estranho pessoas com tanta experiência na politica, na gestão, na chefia não conseguirem cortar nas despesas supérfluas e só verem como saída possível para a crise do país o aumento de impostos, cortes salariais e congelamentos de carreiras, etc.. O Primeiro Ministro continua a insistir no TGV e na terceira travessia sobre o Tejo. Ainda agora o governo adquiriu mais um carrinho no valor de 110 mil euros para transportar altas individualidades. Quer dizer que nós temos de nos dedicar de alma e coração ao nosso trabalho, mesmo com os cortes salariais e aumento de impostos e as "altas individualidades" não podem ir trabalhar num carro com mais de 3 anos, topo de gama, de uma marca cara, com todas as despesas pagas e ainda um motorista. Não podiam reduzir a despesa nestes casos que citei e na despesa pública, meus senhores? Têm mesmo de tirar a quem já pouco tem? Posso dar uma sugestão. Guiem-se pelas condições de vida da classe média: Têm o seu carrinho para irem trabalhar, uma casinha total ou parcialmente hipotecada ou arrendada, ordenado que chegue ao fim do mês, conseguem pagar as contas, jantam fora uma vez por mês, juntam um dinheirinho para poderem passar férias uma vez por ano. Se os senhores governantes e gestores de empresas públicas tivessem apenas e somente um pouco mais de regalias, de qualidade de vida que a classe média (e seria merecido), talvez vivêssemos todos um pouco melhor. Mas com tantas regalias que têm e às custas dos contribuintes não admira a crise em que mergulhámos! O que eu sei é que nós, portugueses, estamos a pagar uma ementa que nunca comemos. Mas alguém a degustou! Mais grave ainda é que querem continuar a comer o caviar e o contribuinte que pague. Tudo isto, noutro contexto, seria considerado roubo. Numa empresa privada com participações de outros sócios, por exemplo.