O deputado Francisco Gomes acusou o Governo Regional de ter deixado de
governar para defender os interesses dos madeirenses, considerando que a
prioridade do executivo liderado por Miguel Albuquerque passou a ser a
manutenção do poder, a proteção de interesses económicos próximos da Quinta
Vigia e a preservação de uma classe política instalada.
Segundo o parlamentar do CHEGA, a Madeira enfrenta hoje uma profunda
degradação da confiança nas instituições, defendendo que os responsáveis
políticos devem estar sujeitos ao mais rigoroso escrutínio quanto à evolução do
seu património e rendimentos.
Há políticos na Madeira que não conseguem explicar aquilo que têm em
termos de património e rendimentos porque temos uma governação marcada pela
promiscuidade entre poder político e interesses económicos, que há muito que está
a trair aquilo que a autonomia devia representar",
Francisco Gomes considera que esta realidade é agravada por aquilo que
diz ser a incapacidade do Governo Regional para responder aos problemas
concretos da população, apontando o aumento do custo de vida, a escassez de
habitação a preços acessíveis, o crescimento da imigração, a saída de jovens
qualificados e uma economia excessivamente dependente do turismo como alguns
problemas da Região.
Enquanto os madeirenses fazem contas para pagar a casa e colocar
comida na mesa, enquanto os jovens partem porque não encontram oportunidades,
há grupos económicos que prosperam à sombra do poder. Criou-se uma casta
política e económica que vive à custa da Madeira real e todos sabemos quem são
os protagonistas".
O deputado lembra ainda que sucessivas promessas em matéria de
mobilidade aérea, ligações marítimas e justiça social continuam por cumprir,
acusando o executivo de preferir combater politicamente quem apresenta
alternativas em vez de colaborar na resolução dos problemas.
Este Governo prefere que um problema continue por resolver a permitir
que outros apresentem uma solução. Tornou-se um governo de sobrevivência
política, sem visão e sem capacidade para reformar a Madeira. O CHEGA é o
oposto e quer governar para devolver a Madeira aos madeirenses".
Para Francisco Gomes, a Região apenas poderá iniciar um novo ciclo
quando o actual Executivo for substituído, sustentando que o Governo Regional já
não reúne condições políticas para continuar a conduzir os destinos da Madeira.
E concluiu: "A Madeira só voltará a andar para a frente quando deixar para trás
este sistema. Depois de tantos anos de poder, compadrio e promessas falhadas,
este Governo esgotou-se. A Madeira precisa de mudança rapidamente".

