O ADN Madeira decidiu escrever um comunicado no qual pede esclarecimentos e uma resposta
coordenada para os vários bloqueios que continuam a afectar a enfermagem na
Região, indo à edicão do DIÁRIO de sexta-feira recuperar processos de equivalência pendentes há cerca de três
meses, citando também os 80 enfermeiros ainda em reserva de recrutamento do SESARAM e
cerca de 200 especialistas que, segundo a Ordem dos Enfermeiros,
exercem funções diferenciadas sem integração na respetiva categoria.

O ADN lamenta o «jogo do empurra" e acima de tudo considera
necessário publicar um quadro actualizado das necessidades de
enfermagem na Região, incluindo número de profissionais necessários por
serviço, previsão de aposentações, situação da reserva de recrutamento,
especialistas por bregularizar e estado dos processos de reconhecimento de
qualificações bque afetem profissionais destinados à Madeira.

O partido pede ainda que Região, Ordem dos Enfermeiros e
entidades nacionais competentes estabeleçam um mecanismo de
articulação com prazos definidos para evitar que profissionais necessários ao
sistema permaneçam meses bloqueados entre procedimentos
administrativos. A questão não pode ser reduzida a saber se a Madeira tem,
em termos globais, muitos ou poucos enfermeiros. O que importa é
saber se existem os profissionais necessários, nos serviços certos, com a
categoria adequada e no momento em que os doentes precisam deles.

"Não faz sentido falar em necessidade de reforço dos
serviços enquanto profissionais disponíveis continuam à espera de decisões administrativas, recrutamento ou regularização profissional.
— Mara Faria, dirigente ADN