As universidades vivem um tempo de profundas transformações. A crescente diversidade dos estudantes, as exigências da inclusão, a evolução das políticas científicas e a necessidade de formar cidadãos críticos obrigam-nos a repensar o ensino superior para lá das métricas, dos rankings e da produção científica. Hoje, mais do que nunca, importa perguntar: que universidade queremos construir? É aqui que entra toda a dignidade da Filosofia: pensar, questionar e encontrar na resposta a possibilidade de sermos melhores.

Foi assim que os trabalhos apresentados nas recentes jornadas científicas em educação do CeiED procuraram responder, não de forma inequívoca, mas numa lógica de debate aberto em que o confronto de ideias é fomentado. Não é esta a função de um centro de investigação? Maldito seja o dia em que novas mordaças, tão antigas nos seus propósitos, se transformem no alinhavo de interesses pessoais, disfarçados sob o manto da legitimidade institucional.