O grupo parlamentar
do Chega (CH) na Assembleia da República "deu entrada de um projeto que recomenda ao Governo a adopção de medidas urgentes para reforçar e valorizar os recursos
humanos afectos aos faróis das regiões autónomas" da Madeira e dos Açores. "A iniciativa surge na
sequência do que o partido diz serem crescentes preocupações relativas à falta
de profissionais, à ausência de renovação geracional e às elevadas cargas
horárias que afetam os faroleiros responsáveis pelo funcionamento das
infraestruturas de assinalamento marítimo nos arquipélagos", defendem, numa nota do deputado madeirense.
Segundo Francisco
Gomes, o projecto do CH "recomenda a avaliação da
capacidade operacional dos faróis da Madeira e dos Açores, o reforço do número
de profissionais, a valorização da carreira, a criação de mecanismos de atração
de novos trabalhadores e a implementação de um plano de renovação da profissão", acrescentando que "os faroleiros
desempenham uma missão silenciosa, mas essencial para a segurança marítima das
regiões autónomas. Não podemos continuar a exigir cada vez mais a cada vez
menos profissionais".
O eleito pela Madeira alerta que "a persistência da atual situação poderá comprometer a
segurança da navegação, a proteção da vida humana no mar e o normal
funcionamento de atividades fundamentais para as ilhas", lembrando que "a Madeira depende
do mar para o abastecimento, para a economia e para a mobilidade. Ignorar os
problemas dos faroleiros é colocar em risco um setor vital para a Região e para
todos os madeirenses", adverte.
Francisco Gomes é secundado pela deputada açoriana Ana Martins, que sublinha que "os arquipélagos não podem continuar
a ser esquecidos quando estão em causa matérias relacionadas com segurança
marítima", acrescentando que "os Açores e a
Madeira não podem ser tratados como periferias sem importância. Quem garante a
segurança da navegação merece reconhecimento, condições de trabalho dignas e
uma carreira valorizada".
Ana Martins defende, ainda, "o cumprimento das normas relativas ao tempo de trabalho e a
articulação entre o Governo da República, a Marinha Portuguesa, os
profissionais do setor e os órgãos de governo próprio das regiões autónomas para
definir uma estratégia de reforço da segurança marítima".
E conclui: "O Estado não pode
esperar que um sistema desta importância funcione à custa do sacrifício pessoal
de profissionais sujeitos a cargas horárias excessivas. É tempo de agir."

