
A 22 de abril de 1969, quase precisamente 6 anos antes da Revolução dos Cravos, no quadro da apelidada Primavera Marcelista, um grupo de 39 cidadãos madeirenses entregou ao novo governador civil, um diagnóstico da realidade regional que, na área da Educação, afirmava:
“um número muito significativo de escolas primárias [estão] fechadas por falta de professores (...); a maior parte dos edifícios escolares existentes não reúne o mínimo de condições para o ensino, estando, além disso, superlotados (...); Para uma população total superior a 200.000 habitantes existem, apenas um Liceu e uma Escola Técnica, obviamente superlotados; A taxa de analfabetismo (...) ultrapassa, segundo valores estimados, os 50% (...); Não existe nenhum estabelecimento de ensino médio adaptado às necessidades da ilha”.