Durante demasiado tempo, a ultraperiferia foi vista como sinónimo de limitação. Distância, escala reduzida, fragmentação territorial — argumentos repetidos até à exaustão para justificar uma posição periférica no desenvolvimento científico e tecnológico europeu. Mas essa narrativa está, finalmente, a mudar. E a Madeira está no centro dessa mudança.

Os recentes protocolos que a ARDITI se prepara para celebrar com instituições de referência internacional, como o “National Oceanography Centre” do Reino Unido e a “Fundação Oceano Azul”, são um sinal claro: a Região já não é apenas um território remoto no mapa europeu — é um parceiro relevante, com ativos únicos e uma proposta de valor concreta no domínio das ciências e tecnologias do mar.