
A Madeira não precisa que os nossos políticos sejam peritos em foguetões de iões. Precisa de gente sensata, capaz e desprendida. Por isso, perante tudo o que se passou nos últimos dias, vamos falar de mobilidade aérea.
Há, na verdade, políticas públicas que demonstram uma verdade quase corriqueira: nem todas as mudanças são melhorias. O caso recente do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) é um exemplo quase pedagógico de como uma promessa de simplificação pode transformar-se num exercício de complicação. Durante anos, o modelo foi criticado. Havia burocracia, havia atrasos, havia imperfeições. Mas havia também um dado que os decisores políticos conheciam bem: qualquer alteração que colocasse em risco a presença das companhias aéreas nas ligações à Madeira poderia ter consequências sérias para a conectividade da região. Esse risco foi repetidamente assinalado por operadores do setor, reguladores e entidades técnicas.