Vários deputados da oposição aproveitaram, esta manhã, a presença
do secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas no parlamento, para o
confrontar com a recente notícia do DIÁRIO que revelou que a Empresa de Electricidade
da Madeira (EEM) está a avaliar a desactivação da fábrica das microalgas do
Porto Santos, onde foram investidos 54 milhões de euros.

Miguel Castro (Chega), Gonçalo Leite Velho (PS) e Rafael Nunes
(JPP) abordaram os milhões “enterrados” no projecto e exigiram esclarecimentos
ao executivo. Este último garantiu que desde 2014 a Empresa de Electricidade da
Madeira sabia que o projecto da fábrica das algas do Porto Santo tinha falhado.

Sobre o projecto do biocombustível do Porto Santo (ou seja,
a fábrica das microalgas), o secretário regional Pedro Rodrigues explicou que o
Governo Regional está a seguir as orientações do Tribunal de Contas para alienação
daquele empreendimento. Foi aberto um procedimento de alienação, que não teve
qualquer proposta. O governante descreveu que os custos do investimento estão
devidamente mencionados nas contas da EEM.

Apesar do desaire desse projecto, Pedro Rodrigues considera
que o investimento global feito nas energias renováveis na ilha do Porto Santo
constitui “um exemplo nacional e quiçá na Europa”, tendo mencionado a aposta
nas energias solar e eólica e a instalação de um parque de baterias para
armazenamento de energia.