Ontem verificou-se
o despiste de um carro de cesto no Monte, que provocou ferimentos de alguma
gravidade nos dois passageiros, um casal de turistas britânicos, vindo de um dos
navios de cruzeiro que fizeram escala no porto do Funchal.
As notícias
deste despiste, divulgado em primeira mão pelo DIÁRIO, geraram muitos comentários
nas páginas dos órgãos de comunicação social na Internet e nas redes sociais. Algumas
pessoas referiram que as descidas em carros de cesto constituem “uma actividade
com riscos, ainda [para] mais com chuva e piso molhado”, como se verificou no
dia de ontem. Houve quem dissesse que este
“não é um meio de transporte seguro” e até quem sugerisse que era de “proibir
essa porcaria”, pois “só atrapalham”.
Mas também
houve quem saísse em defesa desta actividade tradicional, da sua segurança e dos
carreiros. “Os acidentes acontecem em qualquer trabalho”, disse um cidadão, que
lembrou que “felizmente este trabalho tem seguro”. Outro garantiu que na comparação
dos acidentes que se verificam em passeios a pé e nas estradas regionais, “o
rácio está muito favorável aos carreiros do Monte”. Por fim, alguém elogia os “grandes
carreiros”, em cuja actividade houve “dois [feridos] em 20.000 [passageiros] por
ano”.
Será que os acidentes
com carros de cesto são assim tão raros?

