A greve da Administração Pública, da última semana, que se
estendeu à Madeira, voltou a trazer uma velha guerra de números. A Secretaria
Regional de Educação apontou para uma adesão de 10,8% nas escolas e serviços
sob a sua tutela. No SESARAM, a taxa divulgada foi de 20,7%. Do lado sindical,
os primeiros números situavam a adesão entre os 50% e os 70%, tendo depois sido
apontado um valor de cerca de 60%.
Diferenças desta dimensão estão longe de ser novidade. Ao
longo das últimas décadas, são muitas as greves em que sindicatos e entidades
oficiais apresentaram números substancialmente diferentes.
A explicação mais imediata é conhecida: os sindicatos puxam
os números para cima e os governos para baixo. Mas será sempre assim? E poderá
a posição do Governo Regional perante a própria greve ajudar a explicar algumas
diferenças?

