Miguel Albuquerque espera que a Venezuela possa realizar
eleições livres “o mais rapidamente possível” e defende que Portugal deve
preservar os laços históricos, culturais e afectivos com o Brasil,
independentemente de quem exercer a Presidência. O presidente do Governo
Regional abordou os dois cenários políticos sul-americanos à margem da visita à
Escola Básica com Pré-Escolar e Creche Dr. Alfredo Nóbrega Júnior, na Camacha.
Questionado sobre a contestação política no Brasil, em que o
candidato Flávio Bolsonaro não reconhece a vitória do presidente Lula da Silva,
Albuquerque evitou aprofundar a disputa em torno dos resultados eleitorais,
sublinhando a importância da relação entre os dois países.
O Brasil é um grande país, nós temos uma ligação histórica ao Brasil, independentemente de quem estiver no poder"
“O Brasil é um grande país, nós temos uma ligação histórica
ao Brasil, independentemente de quem estiver no poder”
O governante destacou a assinatura do acordo entre o
Mercosul e a União Europeia, considerando tratar-se de um mercado de grande
dimensão e de um entendimento vantajoso para ambas as partes.
“Este acordo, que demorou anos e anos a ser assinado, é
muito bom para a Europa e é muito bom para o Brasil”, declarou, acrescentando
que, do ponto de vista político e da política externa brasileira, não antevê
grandes alterações.
Para Albuquerque, o essencial é manter os laços entre
Portugal e o Brasil, independentemente de quem assumir a chefia do Estado
brasileiro.
Venezuela deve regressar à democracia
Com a América Latina na ordem do dia, o presidente do
Governo Regional considerou que o reaparecimento público de María Corina
Machado poderá constituir um passo para a convocação de eleições livres na
Venezuela.
“Eu acho que é um passo para, a breve prazo, dentro de um
quadro de sustentabilidade, se convocarem eleições livres na Venezuela”,
afirmou, questionado pelos jornalistas.
Albuquerque reconheceu não saber quando esse processo poderá
concretizar-se, mas disse esperar que as eleições ocorram “«o mais rapidamente
possível”, para que o país regresse à democracia.
Espero que essas eleições ocorram o mais rapidamete possível, e que a Venezuela volte a ser um país democrático, com quem temos grandes afinidades"
“Espero que essas eleições ocorram o mais rapidamente
possível, e que a Venezuela volte a ser um país democrático, com quem temos
grandes afinidades”

