A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, anunciou este domingo, 25 de Outubro, o regresso à Venezuela, depois de cerca de dez meses no exílio. A vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2025 confirmou a chegada ao país através de uma publicação na rede social X.

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O Comando ConVzla, estrutura política de apoio à líder da oposição, divulgou também fotografias e um vídeo da chegada ao país. “Todos nós, venezuelanos, estávamos à sua espera”, escreveu na rede social X.

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Por sua vez, o partido Vente Venezuela assinalou o regresso de María Corina Machado, numa publicação que faz referência ao Santuário da Divina Pastora, em Santa Rosa, e manifesta a esperança de que a sua chegada represente o reencontro das famílias venezuelanas.

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A dirigente tinha deixado clandestinamente a Venezuela em Dezembro do ano passado, para viajar até à Noruega e receber o Prémio Nobel da Paz.

Segundo o PÚBLICO, María Corina Machado tentou regressar ao país pelo menos sete vezes desde Julho, sem sucesso.

O regresso acontece três dias depois de centenas de venezuelanos terem saído às ruas de várias cidades do país para exigir a marcação de eleições presidenciais, a libertação dos presos políticos e o regresso da líder da oposição.

As manifestações, realizadas na quinta-feira, 22 de Outubro, decorreram na sequência de uma convocatória da oposição, reforçada por um apelo público da própria María Corina Machado.

Em Caracas, os manifestantes exibiram cartazes com mensagens como "deixem entrar María Corina" e "Liberdade para todos os presos políticos", segundo relatou a agência Lusa.

Na última semana, María Corina Machado afirmou contar com o apoio dos Estados Unidos e reiterou a defesa da realização de eleições presidenciais em 2027.

A Venezuela é actualmente governada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder na sequência da captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, a 3 de Janeiro deste ano. Até ao momento, a governante não se pronunciou sobre o regresso da líder da oposição.