A Procuradoria Nacional Antiterrorismo (PNAT) francesa anunciou hoje ter suspendido, por motivos psiquiátricos, a prisão preventiva do suspeito do tiroteio de sexta-feira nos arredores de Paris, no qual uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas.
Segundo o Ministério Público, as análises realizadas também detetaram 'cannabis' e cocaína no sangue do suspeito.
Na sexta-feira, em Trappes, no departamento de Yvelines, a sudoeste da capital francesa, um homem abriu fogo a partir de uma viatura, supostamente com a intenção de atingir imigrantes, tendo provocado a morte a uma pessoa e ferimentos em mais cinco, algumas delas com gravidade, entre as quais uma menina de 12 anos atingida por oito tiros.
Foi um "atentado de conotação racista, provavelmente islamofóbica", acusou então o presidente da Câmara de Trappes, Ali Rabeh.
A PNAT anunciou a abertura de um inquérito por "homicídio relacionado com uma ação terrorista, com a circunstância agravante de os atos terem sido cometidos em virtude da pertença - real ou suposta - a uma determinada raça, etnia, nação ou religião".
Após o atentado, o suspeito, de 39 anos, foi detido em Coignières (Yvelines), tendo sido encontrada uma metralhadora do tipo Sten e uma bomba de gás lacrimogéneo no veículo que utilizou para efetuar os disparos, segundo fonte policial.
As buscas realizada à sua residência, situada em Plaisir, a poucos quilómetros do local do tiroteio, revelaram "a instalação de um dispositivo de armadilha no apartamento, com três botijas de gás e fios elétricos ligados a um temporizador", com o objetivo provável de que detonasse quando as forças de segurança chegassem ao local, explicou a PNAT.
