Mais de 100 mil pessoas manifestaram-se, este sábado, em Paris, para exigir melhorias no poder de compra e defender os serviços públicos, num dia de protestos em França que resultou em pelo menos 135 detenções, segundo as autoridades.
De acordo com a Prefeitura da Polícia de Paris, cerca de 110 mil pessoas participaram na manifestação, que começou na Porta de Itália, pelas 14 horas locais (13 horas em Lisboa), e terminou em Porte de Vincennes, cerca das 17 horas.
Durante o percurso, as forças de segurança controlaram mais de três mil pessoas e detiveram 65, tendo a polícia assegurado que “a situação permanece calma em toda a área metropolitana”.
A nível nacional, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, anunciou 135 detenções até às 13 horas locais, a maioria relacionadas com a posse de objectos que poderiam ser utilizados como armas.
Segundo o governante, as autoridades registaram, até àquela hora, 136 acções contra a ordem pública, menos do que as 264 contabilizadas no sábado anterior. Foram apreendidos objectos considerados potencialmente perigosos, incluindo morteiros e bolas de petanca.
Laurent Nuñez adiantou que não tinham sido registados incidentes graves, embora tenha alertado para a possibilidade de grupos dispersos tentarem provocar distúrbios.
Em Lyon, as forças de segurança recorreram a gás lacrimogéneo para dispersar grupos de manifestantes. Já em Marselha, a autarquia autorizou excepcionalmente uma manifestação convocada por sindicatos, apesar da proibição inicial de ajuntamentos.
Na mesma cidade, as restrições nocturnas de circulação, anteriormente aplicadas a menores em determinadas zonas, foram alargadas à população em geral durante as noites de sábado e domingo.
Os protestos dão continuidade às manifestações do sábado anterior, também marcadas por uma mobilização superior a 100 mil pessoas em Paris, mas com episódios de violência e pilhagens.
