O projecto
europeu ISLOPOL (Island Loop for Polystyrene Circularity), concluído em Setembro,
criou condições para o funcionamento de uma cadeia circular regional para a
valorização de resíduos de EPS, o poliestireno expandido, vulgarmente conhecido
como esferovite.

Integrado
no projecto europeu CIRCULOOS, e financiado pelo programa Horizonte Europa, o
ISLOPOL contribuiu para a transição do actual modelo linear de importação,
utilização e exportação de resíduos de EPS para uma solução mais circular,
baseada na identificação, separação, rastreabilidade e reutilização local deste
material.

Um dos
principais desenvolvimentos foi a instalação de um sistema de visão por
computador numa linha de triagem da Águas e Resíduos da Madeira (ARM). Esta
tecnologia permitiu recolher, em ambiente industrial, mais de 15 mil
vídeos e 500 mil imagens, utilizados para treinar e testar modelos de
inteligência artificial capazes de reconhecer a presença de esferovite entre os
resíduos.

Segundo nota à imprensa, o projecto
reuniu quatro entidades regionais com papéis complementares. A Logimade coordenou
o desenvolvimento tecnológico do sistema de visão por computador para a deteção
e aquisição de dados de EPS. A ARDITI foi responsável pelas soluções digitais de
integração, tratamento e visualização de dados, bem como pela ligação ao
ecossistema europeu CIRCULOOS.

Na
vertente operacional, a ARM contribuiu com a sua vasta experiência na gestão de
resíduos, permitindo testar a tecnologia em condições reais de funcionamento. Por sua vez, a Esferolight assegurou a vertente da valorização industrial, reintegrando o EPS reciclado na produção de novos materiais, nomeadamente placas de isolamento e soluções para betão leve.

O projecto
ISLOPOL demonstrou o potencial de uma cadeia de valorização regional de
resíduos, que encontram novas oportunidades de aproveitamento na própria
Região.