A Juventude ADN Madeira acusa o PSD e o Governo Regional de "procurarem
transmitir uma realidade sobre a falta de professores que não corresponde às
situações que têm vindo a público nas escolas da Região".
Recorda que depois de a secretária regional da Educação, Elsa Fernandes, ter garantido
publicamente, a 23 de Setembro, que “todos os alunos têm professor e todas as
salas de aula têm professor”, surgiram casos que colocam directamente em causa
uma afirmação tão absoluta.
Recorda também que a 3 de Outubro, a RTP Madeira noticiou que algumas turmas da Escola de
Machico tinham ficado semanas sem professor, situação denunciada pelo Sindicato
dos Professores da Madeira.
Perante estes factos, a Juventude ADN Madeira questiona: "se todos os
alunos tinham professor atribuído, como se explica que existissem turmas que
ficaram semanas sem docente?".
Diz que "não está em causa negar que possam surgir baixas médicas, aposentações ou
necessidades imprevistas ao longo de um ano lectivo". E prossegue: "Está em causa a tentativa
de apresentar aos madeirenses um sistema sem falta de professores quando
existem situações concretas que demonstram dificuldades na substituição e
colocação de docentes".
Os próprios dados divulgados pelo Governo Regional mostram a pressão
existente sobre o sistema. A Secretaria Regional de Educação revelou que 85
professores saíram da Região em 2026 e que 78 docentes se aposentaram no ano
lectivo anterior. A própria tutela admitiu que continuaria a proceder a
colocações ao longo do ano para responder às necessidades que fossem surgindo".
Refere que "a Direcção Regional de Administração Escolar continuou, inclusivamente, a
publicar colocações destinadas a necessidades temporárias depois do início do
ano lectivo".
Para a Juventude ADN Madeira, os alunos não podem ficar reféns de
propaganda política nem de jogos de palavras sobre aquilo que significa “faltar
um professor”. "Quando uma turma fica semanas sem docente, existe um
problema que deve ser reconhecido e resolvido, independentemente da
terminologia utilizada pelo Governo", acrescenta.
Também no ensino superior têm sido denunciadas dificuldades. Na Universidade
da Madeira foram tornadas públicas situações relacionadas com falta de salas e,
em setembro, foi denunciada a existência de uma unidade curricular sem docente
atribuído".
A Juventude ADN Madeira exige, por isso, que "o Governo Regional abandone as
garantias genéricas e apresente dados concretos: quantas turmas ficaram sem
professor desde o início do ano letivo, durante quanto tempo, quantas
substituições estão pendentes e quais os grupos disciplinares onde existem
maiores dificuldades de recrutamento".
A educação exige transparência. Se o PSD garante que todos os alunos têm
professor, então deve demonstrá-lo com números e explicar os casos que
contradizem essa garantia".
A Juventude ADN Madeira diz que "continuará a acompanhar esta matéria e a dar voz aos
alunos, famílias e profissionais da educação sempre que os problemas existentes
nas escolas forem ignorados ou minimizados".

