Apesar do recuo mensal de 7% em Setembro, a Madeira foi,
logo atrás do distrito de Lisboa, a segunda região do país com as rendas mais caras:
1.400 euros, de acordo com o barómetro do Imovirtual que analisa a evolução dos
preços médios anunciados de arrendamento e venda em Portugal. O mesmo se
verifica também em relação ao preço das casas.

O valor médio das rendas no nosso país fixou-se em 1.300
euros, refletindo uma subida de +2% face a Agosto (1.270 euros) e de +4% em
relação a Setembro do ano passado (1.250
euros). Apesar deste aumento à escala nacional, as variações regionais revelam
trajectórias distintas, observa o Imovirtual.

A Madeira continua a ser a ilha portuguesa mais cara para arrendar
casa. Nas regiões autónomas, o valor médio fixou-se em 960 euros, descendo -2%
face a Agosto, mas ainda 20% acima do registado em Setembro do ano passado. A
Madeira é, de longe, a ilha com os preços de renda mais altos (1.400 euros), isto
apesar da quebra de -7% face a Agosto, enquanto São Miguel dá sinais de valorização
dos imóveis, subindo para os 1.100 euros (+10% mensal; +38% anual). Já a ilha
Terceira manteve-se nos 700 euros (-11% anual) neste mês de Setembro.

Lisboa reforça a sua posição como distrito mais caro do
país, nos 1.790 euros (+7% mensal; +8% anual), seguida da Madeira, surgindo na
terceira posição Faro e Setúbal entre os distritos mais caros, ambos nos 1.250
euros. Já o Porto manteve-se nos 1.100 euros (estável face a Agosto e -4%
anual). Coimbra valorizou para 800 euros (+1% mensal; +7% anual), enquanto
Leiria estabilizou nos 850 euros (+13% anual).

Relativamente à venda de casas, o preço médio em Portugal subiu
para 435.000 euros, de acordo com o Imovirtual, refletindo um crescimento de +1%
face a Agosto (430.000 euros) e de +18% em relação a Setembro de 2024 (370.000
euros).

Tal como nas rendas, também nas vendas a Madeira surge como
a segunda região mais cara, logo atrás de Lisboa. Segundo o barómetro mensal do
Imovirtual, o distrito da capital portuguesa lidera o preço das casas para
venda, com 650 mil euros, surgindo no segundo lugar a Madeira, com 580 mil euros (+17% anual) e o
distrito de Faro, na terceira posição, com 550 mil euros (+22% anual).

Segue-se Setúbal, que valorizou para 476 mil euros(+1%
mensal; +21% anual). Quanto à ilha de São Miguel, Açores, subiu para 399 mil
euros (+1% mensal; +29% anual).